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Von der Leyen chama Rússia de fornecedor energético não confiável em meio a pressão dos EUA para retomar gás russo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a Rússia como fornecedor energético não confiável, enquanto a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, propõe retomar o fluxo de gás russo para a Europa como parte de um eventual acordo de paz na Ucrânia. Von der Leyen reiterou que as sanções energéticas da UE contra a Rússia permanecerão em vigor até o fim da guerra. A fala ocorre em um contexto de contínua — e, em alguns casos, crescente — importação de gás russo liquefeito por países europeus, apesar do discurso oficial contrário a uma maior dependência de Moscou.

Pontos principais

  • Von der Leyen classificou a Rússia como fornecedor não confiável e alertou para o uso da dependência energética como chantagem.
  • Sanções energéticas da UE contra a Rússia seguem em vigor até o fim da guerra na Ucrânia.
  • Administração Trump propõe retomar o gás russo à Europa como parte de eventual acordo de paz na Ucrânia.
  • Americanos e russos discutiram envolver investidores dos EUA na reconstrução do gasoduto Nord Stream, com Jared Kushner e o assessor de Putin Kirill Dmitriev entre os participantes.
  • Alemanha e outros países europeus se opuseram firmemente ao plano de reviver o Nord Stream.
  • Portos da UE receberam 12,18 milhões de toneladas de GNL russo de janeiro a setembro, alta de 9,5% em relação ao período anterior.

Por que importa

O episódio expõe o choque direto entre a pressão da administração Trump para restaurar laços energéticos com a Rússia e a posição firme da Comissão Europeia contra o retorno à dependência do gás russo. Ao condicionar as sanções ao fim da guerra e não a um acordo mais amplo, a UE limita o que as negociações podem entregar no campo energético. Ao mesmo tempo, o aumento das importações europeias de GNL russo revela uma tensão entre o discurso oficial contrário à dependência de Moscou e a realidade dos fluxos comerciais, o que testa a unidade europeia diante da proposta americana.

O que aconteceu

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, qualificou a Rússia como fornecedor energético não confiável em razão do uso da dependência energética como instrumento de chantagem. Von der Leyen reiterou que as sanções energéticas da UE contra a Rússia permanecerão em vigor até o fim da guerra na Ucrânia.

No mesmo contexto, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, propôs ou considera retomar o fornecimento de gás russo à Europa como parte de uma potencial acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. Reportagens indicam que representantes americanos e russos discutiram a possibilidade de envolver investidores dos EUA na reconstrução do gasoduto Nord Stream, com Jared Kushner e o assessor do presidente Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, entre os participantes mencionados nessas conversas.

Mesmo com o discurso contrário de Bruxelas e da maioria das capitais europeias, dados compilados pelas duas fontes ucranianas mostram que países europeus seguem comprando gás russo. Entre janeiro e setembro, portos da UE receberam 12,18 milhões de toneladas de GNL russo, um aumento de 9,5% em relação ao período anterior. Alemanha e outros países europeus se posicionaram firmemente contra o plano de reviver o Nord Stream, enquanto funcionários europeus se opõem à retomada do gás russo por temerem o reforço da influência econômica e política de Moscou.

O que dizem as fontes ucranianas

As duas fontes ucranianas, Ukrinform e ZN.UA, centram a cobertura na resposta da Comissão Europeia, com destaque para a rejeição de von der Leyen à restauração dos laços energéticos com a Rússia e para o enquadramento da Rússia como fornecedor não confiável. Ambas destacam que as sanções energéticas da UE seguem até o fim da guerra e apresentam as propostas americanas de retomada do gás russo como um ponto de pressão sobre a Europa. As reportagens também registram a continuidade das compras europeias de gás russo, expondo a tensão entre o discurso oficial da UE e o volume real das importações.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o estágio das tratativas: o material de uma das publicações aponta que a administração Trump propõe a retomada do gás russo como parte de um eventual acordo de paz, enquanto a outra indica que os EUA estão propondo ou considerando a medida, sem definir se há negociação ativa. Ambas as versões, porém, vêm das mesmas duas fontes ucranianas (Ukrinform e ZN.UA) e refletem estágios diferentes de uma mesma informação, mais do que um desacordo factual entre posições contrárias.

Contexto

A Rússia já cortou o fornecimento de gás à Europa no passado, episódio que ajudou a desencadear as sanções energéticas da UE após a invasão da Ucrânia. Segundo funcionários europeus, Moscou usou a dependência energética como ferramenta de chantagem — base do enquadramento de "fornecedor não confiável" adotado por von der Leyen. Reportagens anteriores indicam que autoridades americanas e russas discutiram envolver investidores dos EUA na reconstrução do Nord Stream, com Jared Kushner e o assessor de Putin Kirill Dmitriev entre os participantes desses contatos.