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Vice-primeiro-ministro da Ucrânia pede reabertura da discussão sobre ativos russos congelados

O vice-primeiro-ministro para Integração Europeia e Euro-Atlântica da Ucrânia, Vsevolod Chentsov, pediu a reabertura da discussão sobre o uso de ativos russos congelados para cobrir o déficit de financiamento do país, antes de uma reunião informal de ministros europeus em Dublin, em 4 de setembro. Chentsov afirmou que a Ucrânia negocia com a UE e outros parceiros para fechar o déficit deste ano — incluindo gastos com defesa — e definir uma estratégia financeira até 2027, sem citar números específicos.

Pontos principais

  • Vsevolod Chentsov pediu a revisão da ideia de usar ativos russos congelados antes da reunião informal de ministros da UE em Dublin, em 4 de setembro.
  • A Ucrânia negocia com a UE e outros parceiros para cobrir o déficit de financiamento deste ano, incluindo despesas de defesa, além de uma estratégia para 2027.
  • Chentsov chamou a proposta do ano passado — baseada em mais de 200 bilhões de euros em ativos congelados — de 'ideia ambiciosa' e disse que o primeiro passo é revisar os números.
  • Quatro países da UE iniciaram uma nova rodada de discussões sobre o uso dos ativos congelados em benefício da Ucrânia.
  • A Bélgica se opõe ao mecanismo enquanto não receber garantias de todos os 27 membros da UE sobre a distribuição dos riscos de eventuais processos judiciais russos.
  • Chentsov sugeriu que, além da UE, outros países poderiam participar das garantias para atender às preocupações da Bélgica.
  • Parceiros fora do bloco (Noruega, Reino Unido, Canadá, Islândia e Suíça) devem cobrir cerca de um terço das necessidades financeiras da Ucrânia em 2026 e 2027.

Por que importa

A Ucrânia busca cobrir um déficit significativo em seu orçamento, voltado em grande parte para a defesa, e o acesso aos ativos russos congelados permanece bloqueado principalmente pelas objeções da Bélgica, que teme assumir riscos legais. Quatro países da UE já pediram a retomada da discussão, e a proposta de envolver parceiros não europeus nas garantias abre um caminho diplomático novo. As decisões tomadas agora vinculam o financiamento de curto prazo deste ano com a estratégia financeira do país até 2027.

O que aconteceu

O vice-primeiro-ministro da Ucrânia para Integração Europeia e Euro-Atlântica, Vsevolod Chentsov, pediu em 4 de setembro, antes do início de uma reunião informal de ministros dos Assuntos Europeus da UE em Dublin, que se retome a discussão sobre o uso de ativos russos congelados para cobrir o déficit de financiamento do país. Segundo Chentsov, a Ucrânia negocia com a União Europeia e com outros parceiros para fechar o déficit deste ano, em particular gastos com defesa, e para definir uma estratégia financeira até 2027. Ele não quis apresentar números específicos e afirmou que o trabalho de busca de fontes de financiamento segue em andamento. Entre as possíveis soluções, mencionou antecipar parcelas do empréstimo de 90 bilhões de euros da UE previsto para o próximo ano e o uso de ativos russos congelados. Chentsov qualificou a proposta do ano passado, baseada em mais de 200 bilhões de euros em ativos, como uma 'ideia ambiciosa' e afirmou que o primeiro passo para reabrir o diálogo com a Bélgica é revisar os números. Ele também sugeriu que, além dos países da UE, outros parceiros poderiam participar das garantias para dirimir as preocupações belgas. A reunião informal ocorre sob a presidência rotativa da Irlanda no Conselho da UE.

O que dizem as fontes ucranianas

A narrativa das fontes ucranianas é centrada na fala de Chentsov e destaca os esforços de negociação da Ucrânia e os desafios de financiamento do país. Os veículos apresentam as posições do governo como o eixo principal da cobertura e reforçam a urgência de encontrar recursos externos para cobrir o déficit, em especial da defesa.

O que dizem as fontes internacionais

As fontes disponíveis nesta cobertura são ucranianas; não há uma perspectiva internacional separada nos materiais sintetizados.

Contexto

A proposta do ano passado previa o uso de mais de 200 bilhões de euros em ativos russos congelados como base para um empréstimo de reparações à Ucrânia. A Bélgica bloqueou a iniciativa por receio de processos judiciais da Rússia e deseja garantias de todos os 27 membros da UE sobre a distribuição equitativa dos riscos. Estava previsto que parceiros de fora da UE — entre eles Noruega, Reino Unido, Canadá, Islândia e Suíça — cobrissem cerca de um terço das necessidades financeiras da Ucrânia em 2026 e 2027.