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Hackers invadem infraestrutura da Comissão Eleitoral russa dias antes da votação na Duma

O grupo de hackers CikLeak reivindica a invasão da infraestrutura da Comissão Eleitoral Central da Rússia e da Tsifrotech, empresa responsável pelo novo sistema digital de votação GAS 'Vybory' 2.0. Os hackers obtiveram código-fonte, documentação interna e banco de credenciais de funcionários. A divulgação ocorre poucos dias antes das eleições para a Duma Estatal, marcadas para 18 a 20 de novembro, primeiras a usar o novo sistema em nível federal, e em meio à decisão russa de realizar a votação também nos territórios ocupados da Ucrânia.

Pontos principais

  • O grupo CikLeak reivindicou a invasão da Comissão Eleitoral Central russa e da Tsifrotech, subsidiária da Rostelecom e desenvolvedora do GAS 'Vybory' 2.0.
  • Os hackers obtiveram documentação interna, código-fonte do GAS 'Vybory' 2.0, registros de chamadas e correspondência de trabalho, além do banco de senhas e credenciais dos funcionários.
  • O arquivo foi entregue à redação russa Vazhnye Istorii (IStories), cujos jornalistas confirmaram a autenticidade do material.
  • A Rússia lançou o DAS 'Vybory' / GAS 'Vybory' 2.0 no início de 2026.
  • As eleições para a Duma Estatal estão marcadas para 18 a 20 de novembro e serão a primeira campanha federal no novo sistema.
  • Poucas horas antes da divulgação da invasão, a CEC russa anunciou uma verificação de vulnerabilidades no DAS 'Vybory' e no sistema de videomonitoramento.
  • A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia declarou ilegítimos quaisquer 'eleições' ou 'referendos' organizados pela Rússia nos territórios ocupados.

Por que importa

A invasão atinge o sistema de votação que a Rússia usará em sua primeira campanha eleitoral federal na nova plataforma GAS 'Vybory' 2.0, levantando dúvidas sobre a integridade do pleito da Duma de 18 a 20 de novembro — justamente quando a presidente da CEC, Ella Pamfilova, havia afirmado em agosto que o sistema não poderia ser hackeado. A revelação foi feita por meio do veículo investigativo independente russo IStories, que verificou a autenticidade do material. Além disso, a Rússia pretende realizar essas eleições em territórios ucranianos ocupados, incluindo a Crimeia, o que a Ucrânia considera ilegal e nulo.

O que aconteceu

O grupo de hackers CikLeak reivindicou a autoria da invasão da infraestrutura da Comissão Eleitoral Central da Rússia e da Tsifrotech, subsidiária da Rostelecom e desenvolvedora da nova versão do sistema automatizado de votação estatal conhecido como GAS 'Vybory' 2.0 / DAS 'Vybory' 2.0. De acordo com a reivindicação, os invasores tiveram acesso a documentação interna da empresa, ao código-fonte do GAS 'Vybory' 2.0, a registros de chamadas e correspondências de trabalho e ao banco de senhas e credenciais dos funcionários. O arquivo obtido foi entregue à equipe editorial da publicação russa 'Vazhnye Istorii' (IStories), cujos jornalistas confirmaram a autenticidade dos materiais. A invasão se torna pública às vésperas das eleições para a Duma Estatal da Rússia, marcadas para 18 a 20 de novembro, que serão a primeira campanha federal realizada com o novo sistema. Poucas horas antes da divulgação do ataque, a CEC russa havia anunciado uma verificação de vulnerabilidades no DAS 'Vybory' e no sistema de videomonitoramento. O sistema GAS 'Vybory' 2.0 foi colocado em operação no início de 2026.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura disponível vem de fontes ucranianas, que apresentam a invasão como uma questão de segurança e integridade da infraestrutura eleitoral russa. As reportagens conectam o ataque ao contexto da realização das eleições russas em territórios ocupados da Ucrânia — Donetsk, Luhansk, Zaporíjia, Kherson, Crimeia e Sebastopol — e destacam a posição oficial da Comissão Eleitoral Central da Ucrânia, que considera ilegítimos e sem efeito jurídico quaisquer pleitos organizados pela Rússia nessas áreas. O enquadramento também enfatiza o chamado do Serviço de Segurança da Ucrânia para que os residentes dos territórios ocupados boicotem a votação de 18 a 20 de novembro.

Contexto

O GAS 'Vybory' 2.0 foi lançado no início de 2026 e é o primeiro sistema federal desse tipo na Rússia. Em agosto, pouco antes da divulgação da invasão, a presidente da CEC, Ella Pamfilova, afirmou publicamente que o sistema não poderia ser hackeado. Em junho de 2026, a CEC russa adotou decisões para organizar a votação nos territórios ocupados de Donetsk, Luhansk, Zaporíjia, Kherson, além da Crimeia e Sebastopol, formando ali 11 distritos eleitorais uninominais. A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia declarou ilegítimos quaisquer 'eleições' ou 'referendos' organizados pela Rússia nos territórios ocupados e sem efeito jurídico os seus resultados. O Serviço de Segurança da Ucrânia conclamou os residentes dessas áreas a não participarem das eleições de 18 a 20 de novembro.