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Rússia danifica ponte-chave para exportação de grãos ucranianos na região de Odesa

A Rússia danificou a ponte de Bilhorod-Dnistrovskyi, na região de Odesa, principal ligação ferroviária para o transporte de grãos ucranianos até os portos do Danúbio. Segundo a Ukrzaliznytsia, sem a restauração da ponte o tempo mínimo de espera dos vagões pode chegar a 26 dias, com cerca de 3 mil vagões de grãos atualmente na fila.

Pontos principais

  • Rússia danificou a ponte de Bilhorod-Dnistrovskyi, na região de Odesa, sobre o estuário do Dnistrovskyi
  • A ponte é uma rota ferroviária essencial para o transporte de grãos aos portos do Danúbio
  • Ukrzaliznytsia não informou a data exata do ataque nem a gravidade dos danos
  • Segundo a Ukrzaliznytsia, a Rússia atacou a ponte quase semanalmente desde o início da invasão em grande escala
  • Cerca de 3 mil vagões com grãos estão atualmente a caminho dos portos do Danúbio
  • Se a ponte não for reaberta, o tempo mínimo de espera dos vagões será de 26 dias
  • Rota alternativa passa pela Moldávia, mas com capacidade de trânsito limitada
  • Antes do bloqueio, cerca de 90% das exportações ucranianas passavam pelos portos do Mar Negro
  • Exportações agrícolas nos primeiros 27 dias de agosto caíram 47,5% em relação ao mesmo período de julho

Por que importa

A ponte danificada é peça central da logística de exportação de grãos da Ucrânia após o bloqueio russo dos portos do Mar Negro. Com cerca de 3 mil vagões já na fila e a alternativa pela Moldávia limitada, a interrupção deve agravar gargalos de exportação e pressionar o escoamento da safra em um momento em que as vendas externas de produtos agrícolas já caíram quase pela metade em relação a julho.

O que aconteceu

A Rússia danificou a ponte de Bilhorod-Dnistrovskyi, na região de Odesa, uma importante ligação ferroviária sobre o estuário do Dnistrovskyi usada para levar grãos ucranianos aos três portos fluviais do país no Danúbio. A Ukrzaliznytsia não divulgou a data exata do ataque nem a extensão dos danos, mas afirmou que reparos já estavam em andamento. Segundo a empresa estatal de ferrovias, a Rússia vem atacando a ponte quase semanalmente desde o início da invasão em grande escala.

Sem a reabertura da ponte, o tempo mínimo de espera dos vagões de grãos deve chegar a 26 dias. Cerca de 3 mil vagões com grãos estão atualmente a caminho dos portos do Danúbio, e a única rota alternativa passa pela Moldávia, onde a capacidade de trânsito é restrita. Em setembro, 118 mil toneladas de grãos foram transportadas no sentido dos portos do Danúbio, enquanto 346,2 mil toneladas adicionais seguiram para exportação pelos cruzamentos terrestres com países do Leste Europeu. A Ukrzaliznytsia descreveu a situação como 'muito difícil'.

O que dizem as fontes ucranianas

As duas fontes fornecidas são veículos ucranianos e enquadram o ataque como parte de um esforço sustentado da Rússia para prejudicar a infraestrutura de exportação de grãos da Ucrânia, citando a Reuters e a Ukrzaliznytsia. As matérias destacam as consequências operacionais concretas — fila de 26 dias, cerca de 3 mil vagões no Danúbio, alternativa limitada pela Moldávia — para evidenciar o aperto logístico imposto aos exportadores ucranianos.

Contexto

Antes do bloqueio dos portos do Mar Negro, cerca de 90% das exportações da Ucrânia passavam por eles. Com o bloqueio, a maior parte da carga, incluindo grãos, foi redirecionada para três portos fluviais ucranianos no Danúbio. Uma rota ferroviária alternativa para esses portos passa pela Moldávia, mas com capacidade limitada. No fim de agosto, até 70 embarcações aguardavam próximo ao canal de Sulina para chegar aos portos ucranianos, com um fluxo de apenas dois a três navios por dia rumo à Ucrânia, limitado pela falta de práticos, pela prioridade dada a outras cargas e por alertas aéreos. Nos primeiros 27 dias de agosto, as exportações agrícolas ucranianas caíram 47,5% em relação ao mesmo período de julho: os embarques de milho recuaram 84,3%, para 190,7 mil toneladas, e o total de trigo, milho e cevada encolheu 69,5%, para 740 mil toneladas.