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Conselho da Energoatom escolhe novo CEO e primeiro diretor de segurança nuclear

O conselho de supervisão da estatal nuclear ucraniana Energoatom selecionou Yuriy Tkachuk, atual chefe da Ukrgazvydobuvança, como diretor-presidente (CEO), e Pavlo Pavlyshyn, ex-diretor da Usina Nuclear de Rivne, como diretor de segurança nuclear (CNO). A decisão separa, pela primeira vez, a gestão geral da empresa da responsabilidade máxima pela segurança nuclear. A nomeação formal depende da conclusão de procedimentos corporativos e regulatórios; para Pavlyshyn, também é necessária uma licença individual.

Pontos principais

  • Conselho da NAEC Energoatom escolheu Yuriy Tkachuk como vencedor do concurso para o cargo de CEO.
  • Pavlo Pavlyshyn foi escolhido para o cargo de CNO, criado para separar segurança nuclear da gestão geral.
  • Busca internacional para CEO avaliou 78 candidatos da Ucrânia e do exterior, com apoio da consultoria Korn Ferry.
  • Pavlyshyn precisará obter licença individual conforme a legislação nuclear ucraniana para assumir o CNO.
  • Tkachuk atualmente dirige a Ukrgazvydobuvança; Pavlyshyne tem mais de 30 anos de experiência no setor nuclear.
  • Das sete vagas no conselho de gestão, duas estão preenchidas; seleção dos demais diretores está prevista para outubro.
  • Reestruturação ocorre sob conselho de supervisão nomeado em janeiro de 2026, após a operação 'Midas' da NABU de novembro de 2025.

Por que importa

A Energoatom opera as usinas nucleares da América Latina, mas aqui estamos falando da Ucrânia: ela é peça-chave da segurança energética do país em meio à guerra. A divisão entre CEO e CNO isola a supervisão de segurança nuclear da gestão cotidiana, modelo já adotado por grandes empresas do setor no mundo. A escolha foi feita por um conselho recém-indicado após o escândalo de corrupção 'Midas', o que confere peso político e simbólico ao processo.

O que aconteceu

O conselho de supervisão da NAEC Energoatom anunciou, em 20 de setembro de 2026, os vencedores dos concursos para duas novas posições de liderança criadas pela reformulação corporativa da empresa. Yuriy Tkachuk, que atualmente dirige a Ukrgazvydobuvança, foi escolhido para o cargo de diretor-presidente (CEO), enquanto Pavlo Pavlyshyn, ex-chefe da Usina Nuclear de Rivne, foi selecionado para o cargo inédito de diretor de segurança nuclear (CNO). A divisão da antiga função de diretor-geral em CEO e CNO é o eixo da nova governança da estatal. A busca pelo CEO envolveu 78 candidatos, reduzidos a cinco no shortlist e depois a dois finalistas ouvidos pelo conselho, com apoio da consultoria internacional Korn Ferry. Para assumir o CNO, Pavlyshyn ainda precisa obter licença individual conforme a legislação nuclear ucraniana. As nomeações formais dependerão da conclusão de procedimentos legislativos, regulatórios e corporativos nas próximas semanas.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana destaca o caráter de "redefinição" da gestão da Energoatom no rastro do escândalo de corrupção investigado pela NABU em novembro de 2025, conhecido como "Midas" ou "Mindichgate". As matérias enfatizam a composição do conselho — quatro membros independentes com experiência internacional e três representantes do governo — e o prazo de cinco anos previsto para o contrato do CEO, pensado para viabilizar a transformação da empresa. Vários veículos notam que, na noite de 20 de setembro, a Energoatom ainda não havia publicado comunicado oficial sobre a nomeação em seu site, e lembram que o primeiro-ministro Serhiy Koretsky vinha pressionando o conselho por uma decisão rápida.

O que dizem as fontes internacionais

Não há enquadramento internacional distinto presente nas fontes disponíveis para esta síntese.

Onde as versões divergem

Há duas divergências principais entre as fontes. Sobre a duração do processo seletivo do CEO: parte das matérias afirma que durou cerca de dois meses, enquanto outras descrevem um processo de aproximadamente seis meses para ambos os cargos (CEO e CNO). Sobre a composição do shortlist para CEO: alguns artigos relatam cinco candidatos no shortlist, enquanto outro indica nove candidatos avançando para a fase de avaliação abrangente antes de serem reduzidos a cinco.

Contexto

A reestruturação da liderança da Energoatom é resultado direto da operação "Midas" (ou "Mindichgate"), conduzida em novembro de 2025 pela NABU e pela SAP, que revelou indícios de esquemas de retirada de cerca de 100 milhões de dólares da estatal. Entre os suspeitos estão o coproprietário do Kvartal 95 Timur Mindich, o ministro da Justiça e ex-ministro da Energia Herman Halushchenko, seu ex-assessor Ihor Myroniuk e o ex-vice-primeiro-ministro Oleksiy Chernyshov. Em janeiro de 2026, foi nomeado um novo conselho de supervisão, formado por quatro membros independentes e três representantes do governo, encarregado de conduzir a transição. Em julho de 2026, o Gabinete de Ministros concluiu a formação dos conselhos da Energoatom e do Operador do GTS da Ucrânia e atualizou o estatuto da Energoatom para viabilizar a nova governança. Até então, a gestão geral da empresa e a responsabilidade máxima pela segurança nuclear estavam concentradas em um único cargo. Yuriy Tkachuk dirige a Ukrgazvydobuvança desde dezembro de 2025 e passou pela Ukrnafta a partir de 2022, inclusive como chefe interino. Pavlo Pavlyshyn comandou a Usina Nuclear de Rivne entre 2012 e 2022 e atuou como presidente interino da Energoatom por cerca de quatro meses em 2019–2020.