Prefeito de Kiev, Klitschko, rebate críticas do governo central em sessão na Rada sobre preparo para o inverno
Em 14 de outubro, o prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, compareceu à Verkhovna Rada, o Parlamento da Ucrânia, para apresentar um relatório sobre a preparação da cidade para o inverno. Ele rejeitou as acusações de que Kiev estaria mal preparada para a temporada de aquecimento e contra-atacou o governo central, denunciando bloqueios de repasses e criticando a falta de defesa aérea para a capital.
Pontos principais
- Klitschko apresentou-se na Rada ao meio-dia de 14 de outubro, após convocação dos parlamentares feita em 13 de outubro.
- Ele rejeitou as alegações de que Kiev estaria mal preparada para o inverno e acusou as autoridades centrais de "tapas constantes" e críticas infundadas.
- Disse que a preparação ocorre sob ataques russos e em meio ao que classificou como "espetáculo" em torno do Plano de Resiliência e bloqueio de recursos.
- Questionou onde está a defesa aérea para proteger a capital e os bilhões destinados a isso.
- Relatou que este ano houve quase 50 impactos de mísseis e drones contra a infraestrutura energética de Kiev, ante 12 em 2022, 7 em 2023, nenhum em 2024 e 19 em 2025.
- Anunciou que a cidade preparou cerca de 700 geradores, 70 caldeiras móveis e 3 usinas diesel para o período de frio.
- Zelensky havia criticado a administração de Kiev em 9 e 13 de outubro por atrasos na execução do Plano de Resiliência.
Por que importa
A sessão representou uma confrontação política direta entre a liderança de Kiev e o governo central sobre quem é responsável pela preparação para o inverno em tempos de guerra. Klitschko detalhou medidas extensivas de prontidão enquanto acusava o governo de bloquear repasses e falhar na proteção do espaço aéreo da capital, em um momento em que ataques russos continuam atingindo a infraestrutura energética do país.
O que aconteceu
O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, compareceu à Verkhovna Rada em 14 de outubro, ao meio-dia, após convocação dos deputados feita em 13 de outubro, para apresentar um relatório sobre a preparação da capital para o inverno. Ao chegar à tribuna, foi recebido com aplausos pelos parlamentares. Klitschko rejeitou as acusações de que Kiev estaria mal preparada para a temporada de aquecimento e rebateu críticas, afirmando que a cidade opera sob ataques russos e que a preparação ocorre "sob bombardeios inimigos e em meio a um show com o plano de resiliência e uma campanha mentirosa". Ele questionou a defesa aérea da capital, a proteção das instalações da Ukrenergo e o destino dos bilhões alocados para isso. Klitschko apresentou números sobre a preparação: cerca de 700 geradores, 70 caldeiras móveis, 3 usinas diesel e 103 geradores no Kyivvodokanal, além de todas as escolas e hospitais equipados com geradores, com 11 hospitais possuindo caldeiras próprias, número que deve chegar a 21 até o fim do ano. Ele negou que outras cidades estivessem melhor preparadas e acusou o governo central de bloquear recursos e tentar destruir o autogoverno local.
Onde as versões divergem
As fontes divergem na transliteração do sobrenome de Klitschko, aparecendo tanto como "Klitschko" quanto como "Klychko". Há também variações nos itens listados como parte da preparação da cidade: a maioria dos relatos cita cerca de 700 geradores, 70 caldeiras móveis e 103 geradores no Kyivvodokanal, enquanto uma fonte inclui adicionalmente 3 usinas diesel e mais de 6.000 geradores, inversores e baterias para o estoque habitacional, e outra apresenta números ligeiramente diferentes para os hospitais, com 480 geradores e 11 caldeiras hospitalares.
Contexto
Em 9 de outubro, o presidente Volodymyr Zelensky havia criticado a administração de Kiev pelo quase total não cumprimento dos prazos do Plano de Resiliência; em 13 de outubro, afirmou que a capital estava insuficientemente preparada para o inverno e atrasada em relação a outras regiões. No mesmo dia 13, a Verkhovna Rada convocou Klitschko para apresentar um relatório sobre a preparação da cidade. Ainda em 13 de outubro, Klitschko disse à Hromadske que Kiev estava totalmente pronta para a temporada de aquecimento e classificou as acusações como infundadas.