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Delegações ocidentais abandonam sessão do FMI em Bangcoc durante discurso do ministro das Finanças da Rússia

Vários membros do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), órgão-chave de assessoramento do FMI, deixaram o plenário em Bangcoc durante o discurso do ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, em solidariedade à Ucrânia. O governador do Banco Nacional da Ucrânia, Andriy Pyshny, afirmou ter organizado o gesto conjunto com chefes de delegações ocidentais. Foi a primeira participação de Siluanov em uma reunião do IMFC desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia.

Pontos principais

  • O gesto ocorreu durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangcoc.
  • Pyshny afirmou que organizou a saída do plenário junto com chefes de várias delegações ocidentais.
  • Saíram do plenário, entre outros, os países escandinavos, a UE, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha.
  • Pyshny afirmou que um boicote coletivo como esse nunca havia ocorrido antes.
  • Foi a primeira participação de Siluanov em uma reunião do IMFC desde o início da invasão russa em grande escala.
  • O vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, aproveitou a passagem por Bangcoc para criticar Washington por tentativas de restaurar a posição da Rússia no cenário mundial.

Por que importa

A saída coletiva representa um gesto diplomático sem precedentes em um foro de alto nível do FMI contra a invasão russa da Ucrânia. Foi também a primeira vez que Siluanov participou de uma reunião do IMFC desde o início da guerra em grande escala, o que torna a reação coordenada ainda mais significativa. O episódio evidencia tensões entre aliados ocidentais sobre como responder à presença contínua da Rússia em instituições financeiras internacionais.

O que aconteceu

Durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangcoc, vários membros do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) se levantaram e deixaram o plenário enquanto o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, fazia seu discurso. O governador do Banco Nacional da Ucrânia, Andriy Pyshny, disse que organizou a ação em conjunto com chefes de várias delegações ocidentais e que, entre os que saíram, estavam todos os países escandinavos, a UE, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha. Pyshny afirmou que esse tipo de boicote coletivo nunca havia acontecido antes e que, em anos anteriores, embora ele próprio sempre tivesse deixado o salão durante falas da delegação russa, nenhum gesto conjunto semelhante havia sido registrado. Foi a primeira vez que Siluanov compareceu a uma reunião do IMFC desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. Em Bangcoc, o vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, aproveitou para criticar os esforços de Washington que visam restaurar a posição da Rússia no cenário mundial, em meio a uma negociação recente entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Vladimir Putin envolvendo reservas russas de diesel.

O que dizem as fontes ucranianas

As três fontes fornecidas são ucranianas e apresentam o episódio como um demarche coordenado entre Kiev e parceiros ocidentais contra o ministro das Finanças da Rússia. A cobertura destaca o papel do governador do Banco Nacional da Ucrânia na organização da saída do plenário e enfatiza o peso simbólico do gesto coletivo. A reportagem vincula a ação a uma narrativa mais ampla de solidariedade ocidental com a Ucrânia, incluindo a crítica pública da Alemanha a movimentos dos EUA percebidos como uma reabilitação da Rússia.

Contexto

O IMFC é o principal órgão assessor do FMI, e suas sessões plenárias reúnem ministros das Finanças e governadores de bancos centrais dos países membros. Em anos anteriores, a delegação russa havia participado de eventos semelhantes do FMI e do Banco Mundial sem provocar um boicote coletivo, embora Pyshny tenha afirmado que ele mesmo sempre deixava o salão nessas ocasiões.