Enviado dos EUA Witkoff se reúne com Putin em São Petersburgo após conversas em Oslo
O enviado especial dos EUA Steve Witkoff encontrou o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo em 21 de outubro, apresentando documentos com abordagens para encerrar a guerra na Ucrânia. A reunião aconteceu um dia após conversas em Oslo entre o presidente Volodymyr Zelensky, Witkoff, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre e o presidente finlandês Alexander Stubb. Witkoff disse que as conversas em Oslo foram produtivas e que há base para um cessar-fogo, e pediu a Putin que considerasse retomar negociações trilaterais.
Pontos principais
- Witkoff chegou a São Petersburgo em 21 de outubro e foi recebido no aeroporto de Pulkovo pelo representante especial de Putin, Kirill Dmitriev.
- A reunião com Putin ocorreu no Palácio Konstantinovsky e durou cerca de três horas.
- Witkoff entregou a Putin documentos com abordagens dos EUA para encerrar a guerra e pediu a retomada de negociações trilaterais entre Rússia, EUA e Ucrânia.
- Zelensky, em entrevista à Fox News, afirmou que a Ucrânia aceitaria um acordo que congele a frente na linha atual, preservando ao menos 75% do território, e que cessar-fogo é a exigência mínima à Rússia.
- Jared Kushner não viajou por estar doente com gripe e participou das consultas em São Petersburgo de forma remota.
- Putin anunciou no início da reunião a libertação do americano Stephen Hubbard, professor aposentado de Michigan detido na Rússia por mais de quatro anos.
- As conversas em Oslo discutiram segurança, reconstrução pós-guerra, questões territoriais, sanções e ordem de segurança europeia; participantes afirmaram aguardar a resposta da Rússia para definir os próximos passos.
Por que importa
Os encontros testaram se o esforço diplomático apoiado pelos EUA poderia produzir negociações diretas entre Ucrânia e Rússia e um cessar-fogo. Witkoff afirmou que as conversas em Oslo foram produtivas e que há bases para um cessar-fogo, mas os fatos disponíveis não mostram a Rússia concordando com um cessar-fogo. Zelensky disse que a Ucrânia está preparada para congelar as hostilidades ao longo da linha de frente atual, tornando as garantias de segurança e o acordo territorial centrais para qualquer paz. A disposição russa declarada para considerar ou retomar conversas tripartites pode abrir um novo canal de negociação, enquanto a discordância contínua sobre formato e condições persiste.
O que aconteceu
O enviado especial dos EUA Steve Witkoff encontrou o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo em 21 de outubro, após um dia de conversas em Oslo entre o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, Witkoff, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre, o presidente finlandês Alexander Stubb e o assessor Jared Kushner, que participou remotamente. Witkoff levou a Putin documentos com abordagens dos EUA para encerrar a guerra. Segundo relatos, Witkoff disse ao líder russo que as conversas em Oslo foram produtivas e que existem bases para um cessar-fogo, e pediu que Putin considerasse retomar as negociações trilaterais entre Rússia, EUA e Ucrânia. Putin agradeceu Trump pela atenção ao conflito e afirmou que o presidente americano havia destacado a necessidade de encerrar a guerra para interromper perdas humanas. No início da reunião, Putin anunciou a libertação do americano Stephen Hubbard, professor aposentado de Michigan detido na Rússia por mais de quatro anos e reconhecido pelo Departamento de Estado dos EUA como detido injustamente. A reunião durou cerca de três horas no Palácio Konstantinovsky. Após as conversas em Oslo, Zelensky afirmou que o próximo passo deveria ser uma reunião trilateral entre ele, Putin e Trump — formato que a Rússia rejeitou até agora. Em entrevista à Fox News, Zelensky disse que a Ucrânia aceitaria um acordo que congelasse a frente na linha atual, preservando ao menos 75% do território, e que recorreria aos EUA e à Europa por garantias de segurança após o cessar-fogo. Kushner não viajou por estar doente com gripe e participou das consultas de forma remota.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana centrou-se na disposição de Zelensky em congelar a linha de frente atual e na necessidade de garantias de segurança sólidas, incluindo opções análogas ao artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte. Relatos também destacaram a exigência, atribuída a Kushner durante as conversas em Oslo, de que a Ucrânia parasse os ataques a refinarias russos sem uma exigência recíproca a Moscou. Zelensky enfatizou que qualquer decisão final precisaria passar por um referendo apoiado pelo parlamento. Autoridades ucranianas descreveram a pergunta diplomática imediata como se os EUA trariam de volta uma proposta russa de paz em vez de continuidade da guerra. Analistas como Vadym Denysenko estimaram probabilidades para o resultado das negociações — 10% de cessar-fogo total, 50% de cessar-fogo em segmento restrito e 40% de colapso das conversas — enquanto o cientista político Volodymyr Fesenko manifestou ceticismo sobre um avanço imediato diante da falta de sinais de disposição construtiva do Kremlin.
O que dizem as fontes internacionais
A imprensa internacional salientou a sequência diplomática que ligou Oslo e São Petersburgo, com a entrega de propostas a Putin e a possibilidade de renovação de conversas trilaterais Rússia-EUA-Ucrânia. As reportagens destacaram a participação europeia na preparação de documentos sobre segurança, questões territoriais, sanções e reconstrução. Autoridades e participantes norte-americanos e nórdicos apresentaram o encontro de Oslo como produtivo e afirmaram que o processo havia voltado ao caminho correto, aguardando a resposta da Rússia. A cobertura do lado russo enfatizou a reunião com Putin, a cooperação econômica com os Estados Unidos, a libertação de Stephen Hubbard e a disposição declarada da Rússia em ouvir as propostas.
Onde as versões divergem
Houve divergências em pelo menos três pontos. Primeiro, sobre o Starlink: Washington negou ter restringido o acesso da Ucrânia ao sistema, enquanto reportagens e declarações ucranianas descreveram limitações de velocidade no serviço militar e seus efeitos sobre operações ucranianas. Segundo, sobre o alcance dos acordos em Oslo: algumas versões enfatizaram os temas discutidos, enquanto outras afirmaram que aspectos específicos de segurança e economia já teriam sido acordados. Terceiro, sobre o possível encontro Trump-Putin-Xi Jinping na APEC: Trump o descreveu como focado em armas nucleares e desnuclearização, mas outras reportagens disseram que o objetivo central seria discutir o fim da guerra em termos favoráveis à Rússia.
Contexto
A reunião de Oslo reuniu participantes ucranianos, norte-americanos, noruegueses, finlandeses e europeus mais amplos para discutir território, segurança, sanções, energia, economia e reconstrução pós-guerra. As conversas foram descritas como uma continuação de contatos anteriores entre assessores de segurança dos EUA, Ucrânia e Europa. Os participantes em Oslo teriam buscado condições para que Ucrânia e Rússia ingressassem em negociações diretas trilaterais ou multilaterais mais amplas. Os encontros ocorreram em meio a tensões relatadas entre a liderança dos EUA e a da Ucrânia, e após os EUA anunciarem medidas relativas às exportações de diesel russo e sanções.