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Governo Trump avalia fechar negócios econômicos com a Rússia antes do fim da guerra, diz NYT

O governo Trump avalia concluir acordos econômicos e empresariais separados com a Rússia antes do fim da guerra na Ucrânia, segundo fontes ouvidas pelo The New York Times. Em paralelo, a Câmara dos EUA aprovou um projeto de sanções abrangente contra Moscou que Trump disse que vai sancionar. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com Vladimir Putin em Moscou em 5 de setembro e viajaram a Kiev no dia seguinte para encontro com Volodymyr Zelensky, em meio à persistência do impasse sobre o território.

Pontos principais

  • Governo Trump considera fechar negócios com a Rússia antes do fim da guerra, segundo fontes ao NYT.
  • Câmera dos EUA aprovou projeto de "sanções do inferno", que prevê tarifas de até 100% sobre compradores de petróleo e gás russo, além de sanções a autoridades e empresas russas; Trump disse que vai sancionar.
  • Em 5 de setembro, Witkoff e Kushner se reuniram com Putin no Kremlin; Putin afirmou que suas tropas tomarão todo o Donbas em alguns meses e que a Rússia prepara ataques à infraestrutura energética ucraniana.
  • Kushner respondeu a Putin: "Com todo o respeito, o senhor nos disse a mesma coisa há um ano. Vamos perder mais um ano?"
  • Questão territorial segue como principal obstáculo: Putin exige controle russo sobre territórios que a Ucrânia se recusa a ceder.
  • Não há posição unificada dentro do governo dos EUA; parte dos funcionários teme que incentivos econômicos antes do fim da guerra reduzam a pressão de Washington sobre o Kremlin.
  • DFC dos EUA vai financiar modernização de infraestrutura da Vodafone Ucrânia e sistemas de armazenamento de energia de 200 MW / 400 MWh em seis locais; Ministério da Economia da Ucrânia estima que isso pode fornecer eletricidade a 600 mil famílias por duas horas.

Por que importa

A検討 sinaliza uma possível mudança na política externa dos EUA, com Washington cogitando negociar com Moscou mesmo antes do fim da guerra. Isso contraria declaração anterior de Trump de que não faria negócios com a Rússia enquanto o conflito não estivesse resolvido e pode alterar a dinâmica de pressão sobre o Kremlin. Ao mesmo tempo, o Congresso aprovou sanções rigorosas que Trump pretende assinar, criando uma combinação de "cenoura e bastão". A questão territorial segue como o principal entrave, e uma reunião Trump–Zelensky está prevista para os eventos da Assembleia Geral da ONU em Nova York, na terceira semana de setembro.

O que aconteceu

O governo Trump estuda concluir acordos econômicos e empresariais com a Rússia antes do fim da guerra na Ucrânia, conforme reportou o The New York Times com base em fontes a par das discussões. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com Vladimir Putin no Kremlin em 5 de setembro. Putin afirmou que as tropas russas tomarão todo o Donbas em alguns meses e que a Rússia prepara ataques à infraestrutura energética da Ucrânia para criar condições de um inverno rigoroso, ao que Kushner retrucou, lembrando Putin de que ele havia feito a mesma afirmação um ano antes. No dia seguinte, Witkoff e Kushner foram a Kiev para reuniões com o presidente Volodymyr Zelensky. Em 8 de setembro, Trump telefonou para Putin após o retorno dos enviados, mas não ligou para Zelensky; em 9 de setembro, após uma "ótima conversa" com Putin, afirmou que o líder russo estaria pronto para um acordo de paz e expressou esperança de que Zelensky também aceitasse. Em paralelo, a Câmara dos EUA aprovou o projeto de "sanções do inferno", que autoriza tarifas de até 100% sobre países que comprem petróleo ou gás russo e sanções a autoridades, empresários e instituições financeiras russas; Trump indicou que vai sancioná-lo. Há divergências dentro da administração Trump sobre o caminho dos incentivos econômicos: parte dos funcionários teme que isso reduza a alavancagem de Washington sobre o Kremlin.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana apresenta a mudança como um afastamento significativo da promessa anterior de Trump de não fechar negócios com a Rússia enquanto a guerra não fosse resolvida, e algumas publicações classificam a abordagem como "apaziguamento". As fontes ucranianas destacam a linha vermelha territorial — Putin exige o controle de partes do território que Kiev se recusa a ceder — e dão voz ao ex-embaixador Valeriy Chaly, que considera irrealista uma reunião trilateral de líderes, descrevendo a posição russa como busca pela capitulação da Ucrânia. A expectativa em Kiev é de que o eventual encontro Zelensky–Trump à margem da Assembleia Geral da ONU produza resultados concretos, como a cessação dos ataques à infraestrutura energética e ao transporte marítimo no Mar Negro.

O que dizem as fontes internacionais

A cobertura internacional, veiculada via veículos ucranianos que citam o The New York Times, enfoca as deliberações internas do governo Trump e a lógica estratégica de usar incentivos econômicos em conjunto com a pressão das sanções, recorrendo ao conceito de "cenoura e bastão". As fontes internacionais destacam a falta de posição unificada dentro da administração Trump, com parte dos funcionários alertando que concessões econômicas antes do fim da guerra podem corroer a alavancagem dos EUA sobre o Kremlin. A narrativa privilegia a trilha diplomática dos enviados Witkoff e Kushner – primeiro em Moscou, depois em Kiev – e apresenta os possíveis negócios como uma oportunidade de reposicionar as relações EUA–Rússia, ao passo que a aprovação das "sanções do inferno" na Câmara e a disposição de Trump em sancioná-las configuram o componente de pressão.

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto à motivação e ao enquadramento dos possíveis negócios pré-guerra entre EUA e Rússia. De um lado, relatos que destacam a intenção de demonstrar seriedade sobre a reconstrução da relação com Moscou e oferecer incentivos à elite russa para pressionar pela paz; de outro, interpretações que caracterizam a guinada como "apaziguamento" da Rússia e como rompimento da promessa feita por Trump no ano passado. Outra divergência diz respeito ao valor e à viabilidade de uma reunião de líderes: o chanceler Andriy Sybiha vê no encontro Zelensky–Trump uma oportunidade de obter passos concretos, como a cessação dos ataques à infraestrutura energética e ao transporte marítimo, enquanto o ex-embaixador Valeriy Chaly considera irrealista qualquer reunião trilateral no nível de chefes de Estado, afirmando que Moscou quer apenas aceitar a capitulação da Ucrânia.

Contexto

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com Vladimir Putin no Kremlin em 5 de setembro e, no dia seguinte, foram a Kiev para encontro com Zelensky, apresentando as conversas como busca de caminhos alternativos para destravar a negociação de cessar-fogo. Em Moscou, Putin afirmou que a Rússia tomaria todo o Donbas em alguns meses e que se preparava para atacar a infraestrutura energética ucraniana antes de um inverno rigoroso – afirmação que Kushner contestou diretamente. Trump conversou com Putin em 8 de setembro após o retorno dos enviados, mas não telefonou para Zelensky; em 9 de setembro, descreveu a conversa como "maravilhosa" e disse que Putin estaria pronto para um acordo de paz. Antes da cúpula do Alasca com Putin no ano passado, Trump havia declarado publicamente que os EUA não firmariam negócios com a Rússia "até resolvermos a guerra"; a検討 atual representa um afastamento dessa posição. Entre as áreas de cooperação aventadas estão energia, investimentos, terras raras, alumínio, projetos no Ártico e participação de empresas norte-americanas na venda de gás natural russo à Europa; os negócios específicos sob検討 não foram divulgados. O chanceler ucraniano Andriy Sybiha avalia que a suspensão dos ataques à infraestrutura energética e ao transporte marítimo pode ser um dos principais resultados de um eventual encontro Zelensky–Trump em Nova York, na terceira semana de setembro, enquanto autoridades ucranianas admitem a possibilidade de retomada de negociações tripartites EUA–Ucrânia–Rússia já em outubro. Em um fronts paralelo, o DFC dos EUA financiará a modernização da infraestrutura de telecomunicações da Vodafone Ucrânia e um portfólio de sistemas de armazenamento de energia de 200 MW / 400 MWh em seis locais, que o Ministério da Economia da Ucrânia estima poder fornecer eletricidade a 600 mil famílias por duas horas.