Evento: 25 de setembro · Publicado em

Drones ucranianos atingem refinarias na Rússia e fábrica de microeletrônica em Ulyanovsk

Na noite de 25 de setembro, drones ucranianos atacaram a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez em Perm, a refinaria de Novoshakhtinsk em Rostov, a fábrica Iskra do conglomerado Almaz-Antey em Ulyanovsk e a planta Voronezhsintezkauchuk. Governadores russos confirmaram os danos e a paralisação das refinarias; o Estado-Maior da Ucrânia e o presidente Zelensky confirmaram os ataques.

Pontos principais

  • Na noite de 25 de setembro, drones atingiram a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez em Perm, com capacidade de cerca de 13 milhões de toneladas por ano; o governador de Perm Krai, Dmitry Makhonin, confirmou o ataque
  • Um incêndio começou após o ataque; relatos preliminares indicam que a unidade AVT-5 estava em chamas e a refinaria suspendeu operações
  • A refinaria de Novoshakhtinsk, em Rostov, foi atingida e suspendeu operações; o governador Yuriy Slyusar confirmou os danos e afirmou que cerca de 50 drones foram abatidos sobre a região
  • Drones atacaram a fábrica Iskra em Ulyanovsk, parte do conglomerado de defesa aérea Almaz-Antey, que produz semicondutores e microeletrônica, inclusive para tecnologia de mísseis
  • Em Voronezh, a planta Voronezhsintezkauchuk (do grupo Sibur) foi atingida; o governador Aleksandr Gusev afirmou que 88 drones foram interceptados sobre Voronezh e seis distritos da região
  • O Estado-Maior da Ucrânia confirmou os ataques às refinarias, à fábrica Iskra, à planta de borracha sintética de Yefremov e à Voronezhsintezkauchuk, além de duas estações de radar (Gamma-S1 e Kasta-2E2) na direção de Novoshakhtinsk
  • O presidente Volodymyr Zelensky confirmou publicamente os ataques às refinarias em Perm e Novoshakhtinsk e à estação de radar em Rostov

Por que importa

Os ataques estendem a campanha ucraniana contra a infraestrutura energética e de defesa da Rússia para regiões mais distantes, atingindo duas grandes refinarias e várias instalações ligadas à produção de armas. Os governadores russos confirmaram publicamente os danos, tornando difícil negar os ataques. O Estado-Maior da Ucrânia e o presidente Zelensky reconheceram oficialmente as operações, indicando ação reivindicada pelo governo.

O que aconteceu

Na noite de 25 de setembro, drones ucranianos atacaram vários alvos na Rússia. Em Perm, foi atingida a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, pertencente ao grupo Lukoil, com capacidade superior a 13 milhões de toneladas de petróleo por ano. Um incêndio foi registrado após o ataque, com relatos preliminares indicando que a unidade AVT-5 estava em chamas, e a refinaria suspendeu operações. O governador de Perm Krai, Dmitry Makhonin, confirmou o ataque a uma instalação industrial.

Em Rostov, a refinaria de Novoshakhtinsk — único complexo do tipo na região — foi atingida e paralisou operações. O governador Yuriy Slyusar confirmou os danos e afirmou que cerca de 50 drones foram abatidos sobre a região.

Em Ulyanovsk, drones atacaram a fábrica Iskra, que faz parte do conglomerado de defesa aérea Almaz-Antey e produz semicondutores e microeletrônica, inclusive para tecnologia de mísseis. O governador Alexei Russkikh confirmou danos à infraestrutura industrial e civil, mencionando oito feridos.

Em Voronezh, a planta Voronezhsintezkauchuk, controlada pela Sibur, foi atingida. O governador Aleksandr Gusev afirmou que 88 drones foram interceptados sobre Voronezh e seis distritos da região.

O Estado-Maior da Ucrânia confirmou ataques às duas refinarias, à fábrica Iskra, à planta de borracha sintética de Yefremov (oblast de Tula) e à Voronezhsintezkauchuk, além de duas estações de radar (64L6 Gamma-S1 e 39N6 Kasta-2E2) na direção de Novoshakhtinsk. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou publicamente os ataques às refinarias em Perm e Novoshakhtinsk e à estação de radar em Rostov.

O que dizem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas enquadram os ataques como uma ferramenta deliberada de pressão assimétrica contra a infraestrutura energética e militar-industrial da Rússia. A cobertura destaca as confirmações do Estado-Maior e do presidente Zelensky, bem como a declaração da empresa de defesa ucraniana Fire Point sobre o ataque à planta de Voronezh, apresentando as operações como oficialmente reivindicadas e bem-sucedidas. O contexto mais amplo das negociações também é destacado, com citações à disposição de Zelensky para desescalada condicionada a passos recíprocos de Moscou, e seu alerta de que os ataques continuarão na ausência de um acordo.

O que dizem as fontes internacionais

A única fonte internacional disponível (agência do Azerbaijão, em inglês) cobre o ataque à refinaria de Perm de forma factual e restrita, concentrando-se na paralisação operacional da refinaria sem contextualização mais ampla. A abordagem internacional dá menos destaque, em comparação com a cobertura ucraniana, ao padrão mais amplo de paralisações de refinarias, ao ângulo da produção de armas ou ao pano de fundo diplomático com Washington.

Onde as versões divergem

A capacidade da refinaria de Novoshakhtinsk é reportada de formas diferentes pelas fontes: cerca de 5 milhões de toneladas por ano (aproximadamente 100 mil barris por dia), 5,6 milhões de toneladas por ano, e até 7,5 milhões de toneladas por ano em estimativas anteriores.

Contexto

Tanto a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez quanto a de Novoshakhtinsk já haviam sido atingidas em ataques anteriores de drones ucranianos em agosto. Desde o início de 2026, as Forças de Defesa da Ucrânia atacaram refinarias russas mais de 70 vezes, com várias dezenas paralisadas. Em 20 de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria instado Zelensky a interromper os ataques às refinarias russas durante uma ligação, poucas horas após um grande ataque ucraniano à refinaria de Moscou. Outras paralisações recentes de refinarias incluem a refinaria de Moscou (Gazprom Neft) em 20 de setembro, Yaroslavnefteorgsintez em 17 de setembro, Syzran e Saratov em 11 e 15 de setembro, e Ryazan em 6 de setembro. Segundo a EA Analytics e a AIE, a refinação russa caiu ao menor nível em mais de 20 anos, com estimativas da Reuters indicando redução de cerca de um terço nos volumes, para aproximadamente 4 milhões de barris por dia.