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Justiça da Lviv condena a perpétua autor confesso do assassinato da linguista Iryna Farion

O Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi, em Lviv, condenou Viacheslav Zinchenko à prisão perpétua pelo assassinato da linguista Iryna Farion, morta a tiros em 19 de julho de 2024. Em declaração nesta sexta-feira, o vice-chefe da Polícia Nacional da Ucrânia, Andrii Niebytov, afirmou que não foram identificados mandantes nem cúmplices: o tribunal entendeu que Zinchenko agiu sozinho, por convicções pessoais e hostilidade à atuação pública de Farion.

Pontos principais

  • Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi, em Lviv, condenou Viacheslav Zinchenko à prisão perpétua em 1º de outubro de 2026
  • Segundo a corte, Zinchenko agiu sozinho, por convicções pessoais e hostilidade à atividade pública de Farion
  • Polícia Nacional, Promotoria e SBU trabalharam no caso por dois anos; foram feitas 92 perícias e mais de 1.500 pessoas foram ouvidas
  • O vice-chefe da Polícia Nacional, Andrii Niebytov, afirmou nesta sexta-feira que não foram identificados mandantes, cúmplices ou seguidores
  • Farion foi baleada em 19 de julho de 2024 no pátio de sua casa na rua Masaryk, em Lviv, e morreu horas depois no hospital
  • Zinchenko foi preso em Dnipro em 25 de julho de 2024 e levado à custódia sem possibilidade de fiança no dia seguinte
  • O tribunal também determinou o pagamento de 5 milhões de hryvnia em indenização moral à filha de Farion, Sofia Osoba, que havia pedido 15 milhões

Por que importa

O caso encerra o assassinato de uma figura pública polêmica em Lviv com a pena máxima prevista e responde diretamente à especulação pública sobre possíveis mandantes ao afirmar, com base em dois anos de investigação, que o autor agiu sozinho. A conclusão envolve mais de 1.500 pessoas ouvidas, 92 perícias e provas que vinculam Zinchenko à compra da arma, à preparação do crime e à sua atuação em grupos extremistas russos no Telegram, elementos centrais para a narrativa de motivação.

O que aconteceu

Iryna Farion foi baleada na cabeça na noite de 19 de julho de 2024 no pátio de sua casa na rua Masaryk, em Lviv, e morreu horas depois no hospital. Viacheslav Zinchenko foi detido em Dnipro em 25 de julho de 2024 e recebeu medida de custódia sem possibilidade de fiança no dia seguinte. Em 1º de outubro de 2026, o Tribunal Distrital de Shevchenkivskyi, em Lviv, declarou-o culpado de homicídio doloso de Farion em conexão com o exercício de seu dever cívico, por motivos de intolerância nacional, e também de porte ilegal de arma de fogo, condenando-o à prisão perpétua. No mesmo dia, o tribunal concedeu 5 milhões de hryvnia em indenização moral à filha de Farion, Sofia Osoba, que havia pedido 15 milhões. No dia seguinte, o vice-chefe da Polícia Nacional, Andrii Niebytov, afirmou em telejornal nacional que mandantes, cúmplices ou seguidores não foram identificados. A investigação, conduzida por dois anos pela Polícia Nacional, pela Promotoria e pela SBU, ouviu mais de 1.500 pessoas, realizou 92 perícias, analisou centenas de câmeras de vigilância e dezenas de gigabytes de vídeo, e periciou vários dezenas de hectares de terreno. Zinchenko não reconheceu culpa e recusou o direito à última palavra; a defesa anunciou que prepara recurso dentro do prazo de 30 dias.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana é centrada na entrevista coletiva da Polícia Nacional e apresenta o veredicto como fechamento completo do caso, destacando que Zinchenko agiu sozinho, por convicções pessoais. Vários veículos dão destaque à indenização concedida à filha de Farion e à declaração dela de que repassará o valor à brigada Rubizh, na qual serviu seu marido, Vasyl Osoba, vinculando o episódio ao serviço militar em tempos de guerra. A imprensa local também dedica espaço relevante às provas de motivação, como a atuação de Zinchenko em grupos extremistas russos no Telegram e suas anotações em que se autodescrevia como «sanitarista desta sociedade» e declarava ausência de remorso.

Onde as versões divergem

Há divergência no número de perícias realizadas: as declarações oficiais citam 92, enquanto a reportagem detalhada do caso aponta mais de 60. Os títulos também divergem sobre o tratamento dos «cúmplices»: um veículo ucraniano apresenta a conclusão como ausência de provas de que Zinchenko tenha matado Farion por encomenda ou com cúmplices, enquanto a fala do vice-chefe da polícia e outros veículos formulam o achado de forma mais ampla, como a não identificação de mandantes, cúmplices ou seguidores.

Contexto

Iryna Farion era linguista conhecida por declarações polarizadoras sobre a língua ucraniana e foi morta a tiros em 19 de julho de 2024, em sua casa na rua Masaryk, em Lviv, morrendo horas depois no hospital. Viacheslav Zinchenko, que tinha 20 anos no momento do veredicto, foi preso em Dnipro em 25 de julho de 2024 e permaneceu em custódia sem fiança; nunca confessou culpa e abriu mão da última palavra. A investigação, que se estendeu por dois anos com participação da Polícia Nacional, da Promotoria e da SBU, reconstituiu seus deslocamentos, a compra de um revólver «Stalker 2906» convertido e sua atividade online voltada a Farion desde pelo menos março de 2024. Sofia Osoba, filha de Farion e cujo marido, Vasyl Osoba, serviu na brigada Rubizh, havia pedido 15 milhões de hryvnia de indenização moral; a corte fixou o valor em 5 milhões.