Quarto suspeito é notificado no caso de drogas plantadas em carro de ex-comandante da brigada Mahura, na Ucrânia
Investigadores ucranianos notificaram um quarto suspeito — um homem conhecido no submundo como 'arrombador' — no caso do plantio de drogas no carro do ex-comandante de batalhão da 47ª Brigada Mecanizada Separada 'Mahura', Oleksandr Shyrshyn. Segundo a investigação, ele usou conhecimentos especializados para abrir o veículo, permitindo que três militares do 225º Regimento de Assalto Separado escondessem drogas e psicotrópicos no interior. O esquema teria sido planejado para desacreditar o ex-comandante.
Pontos principais
- Quarto suspeito é notificado no caso do plantio de drogas no carro de Oleksandr Shyrshyn, ex-comandante de batalhão da 47ª Brigada 'Mahura'
- Suspeito é descrito como 'arrombador' do submundo e teria aberto o carro usando conhecimentos especializados
- Investigação aponta que o esquema mirava desacreditar o ex-comandante e forjar provas para responsabilizá-lo criminalmente
- Três militares do 225º Regimento de Assalto Separado — ex-policiais — já tinham sido identificados como suspeitos anteriormente
- Tribunal Distrital de Pechersk, em Kiev, determinou prisão preventiva com fiança para os três primeiros suspeitos
- Shyrshyn acusou publicamente o comandante do 225º Regimento, Oleh Shyryayev, de possível envolvimento, citando conflito antigo
Por que importa
Um comandante militar em atividade ou ex-comandante foi alvo de um caso de drogas fabricado, o que levanta preocupações sobre ameaças internas à segurança dos militares ucranianos. Três dos suspeitos são militares do 225º Regimento de Assalto Separado e ex-agentes das forças de segurança, conectando o caso às comunidades militar e policial. O ex-comandante apontou publicamente o comandante desse regimento, Oleh Shyryayev, como possível mandante, expondo um conflito intramilitar.
O que aconteceu
Investigadores do Gabinete Estadual de Investigações (DBR) e do Gabinete do Procurador-Geral (OГП) da Ucrânia notificaram um quarto suspeito no caso do plantio de entorpecentes no carro de Oleksandr Shyrshyn, ex-comandante de batalhão da 47ª Brigada Mecanizada Separada 'Mahura'. Segundo o inquérito, o suspeito é um homem conhecido no submundo como 'arrombador' (медвежатник), que utilizou habilidades adquiridas no crime para abrir o veículo do militar. A abertura do carro permitiu que três outros suspeitos, militares do 225º Regimento de Assalto Separado, escondessem drogas e substâncias psicotrópicas no interior.
As investigações indicam que o esquema foi premeditado com o objetivo de desacreditar o ex-comandante e conseguir sua responsabilização criminal com provas fabricadas. Os participantes teriam plantado as substâncias na noite de 27 para 28 de agosto de 2026, perto da casa de Shyrshyn, em Kharkiv, e depois avisaram à polícia e ao Serviço Militar de Aplicação da Lei sobre o suposto 'achado'. O veículo foi interceptado pela polícia, que 'encontrou' as substâncias previamente plantadas.
Três ex-policiais, atualmente servindo no 225º Regimento de Assalto Separado, já tinham sido identificados anteriormente como suspeitos do mesmo caso. O Tribunal Distrital de Pechersk, em Kiev, determinou prisão preventiva com possibilidade de fiança para todos eles — duas fianças de 12,6 milhões de hryvnias cada e uma de 14,9 milhões para o terceiro suspeito, identificado como T. Aliyev.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre o número exato de suspeitos anteriormente presos preventivamente. Uma reportagem diz que dois participantes foram levados à prisão, outra afirma que foram três, e uma terceira menciona que apenas um dos três suspeitos anteriores foi preso pelo tribunal.
Contexto
Shyrshyn é ex-comandante de um batalhão da 47ª Brigada Mecanizada Separada 'Mahura'. Segundo a investigação, o esquema envolveu o plantio prévio de drogas em seu carro perto de casa, seguido de uma denúncia à polícia e ao Serviço Militar de Aplicação da Lei para que o veículo fosse revistado e as substâncias 'descobertas' com base em informação operacional. O Tribunal Distrital de Pechersk, em Kiev, já havia determinado prisão preventiva com possibilidade de fiança para os participantes anteriormente detidos. Shyrshyn acusou publicamente o comandante do 225º Regimento de Assalto Separado, Oleh Shyryayev — com quem mantém um conflito antigo — de possível envolvimento no episódio.