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AfD atinge 30% em pesquisa e amplia para 12 pontos a dianteira sobre o bloco de Merz

Pesquisa da INSA publicada em 3 de outubro mostra a extrema-direita AfD em 30%, o maior índice da série histórica do instituto, e o bloco CDU/CSU do chanceler Friedrich Merz em 18%, a menor marca já registrada pela INSA. O fosso de 12 pontos entre os dois partidos também é recorde. Setenta e nove por cento dos entrevistados reprovam o desempenho de Merz e do governo federal.

Pontos principais

  • AfD chega a 30% na pesquisa INSA/Bild — recorde histórico do instituto
  • CDU/CSU de Merz cai para 18%, pior marca já registrada pela INSA
  • Diferença de 12 pontos entre AfD e CDU/CSU é a maior já medida pela INSA
  • 79% dos entrevistados reprovam o trabalho de Merz; 79% reprovam o governo federal
  • Aprovação do governo federal é de 14%, pior nível da série histórica da INSA
  • Na eleição federal de fevereiro de 2025, a AfD obteve 20,8% e o bloco CDU/CSU, 28,5%

Por que importa

A pesquisa registra simultaneamente um teto histórico para a AfD e um piso histórico para a coalizão governista de Merz, com um nível de insatisfação popular que a INSA nunca havia medido. Para a Ucrânia, o dado importa porque o noticiário ucraniano que cobre a pesquisa lê o avanço da AfD como um sinal de alerta para preparar-se a uma possível virada na política de Berlim nas eleições federais de 2029.

O que dizem as fontes ucranianas

As duas fontes fornecidas são veículos ucranianos que enquadram o avanço da AfD principalmente pelo ângulo do que isso pode significar para a relação de Kiev com Berlim. Elas destacam a trajetória do partido desde a eleição federal de 2025 e a vitória em Saxônia-Anhalt em 2026 e citam o historiador Thomas Vahe, que avalia o apoio alemão à Ucrânia como estável no momento, mas recomenda que Kiev se prepare para uma possível mudança futura e não descarta que a AfD obtenha votos suficientes para entrar no governo nas eleições federais de 2029.

Contexto

A pesquisa foi conduzida pela INSA entre 28 de setembro e 2 de outubro com 1.202 respondentes, com margem de erro declarada de até 2,9 pontos percentuais; foi encomendada pelo Bild e publicada em 3 de outubro. Na eleição federal de fevereiro de 2025, a AfD recebeu 20,8% dos segundos votos e 152 assentos no Bundestag, tornando-se a segunda força do país, enquanto CDU/CSU juntos obtiveram 28,5% e 208 assentos. Em setembro de 2026, a AfD venceu a eleição estadual de Saxônia-Anhalt com 43,8% — 23 pontos a mais do que em 2021 —, enquanto a CDU ficou com 17,2%. Especialistas ouvidos pela cobertura observam que uma coalizão de dois partidos é impossível nos números atuais, restando como opção mais plausível uma combinação de três forças: CDU/CSU, SPD e Verdes.