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Trump afirma que EUA forçarão acordo entre Zelensky e Putin e diz que cessar-fogo energético foi violado por ambos os lados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas na madrugada de 13 de outubro que Washington forçará o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o líder russo, Vladimir Putin, a fecharem um acordo para encerrar a guerra. Segundo Trump, ambos querem um acordo, mas não sabem como fazê-lo, e ele acredita que Putin está mais interessado do que o homólogo ucraniano. Ele também disse que o chamado cessar-fogo energético entre Ucrânia e Rússia foi violado por ambos os lados e que os EUA verificarão a informação. O anúncio original do cessar-fogo, feito em 11 de outubro após uma ligação com Putin, não foi confirmado nem por Kiev nem pelo Kremlin; Kiev afirmou ter ficado sabendo do acordo pelas redes sociais.

Pontos principais

  • Trump disse que os EUA forçarão Zelensky e Putin a fechar um acordo para encerrar a guerra.
  • Trump afirmou que Putin está mais interessado em um acordo do que Zelensky.
  • Trump declarou que o cessar-fogo energético foi violado por ambos os lados e que os EUA verificarão a informação.
  • Trump anunciou o cessar-fogo energético em 11 de outubro, após uma ligação com Putin; nem Kiev nem o Kremlin confirmaram o acordo publicamente.
  • Kiev afirmou ter sido informada do cessar-fogo apenas pelas redes sociais, sem comunicação diplomática prévia.
  • Em 11 de outubro, após o anúncio, a TEC-5 de Kharkiv e a vila de Pisochyn foram atingidas; três pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em Pisochyn.
  • Em 12 de outubro, a UE sancionou quase 1.600 novos indivíduos e entidades ligados ao complexo militar-industrial russo, mais da metade ligados à produção de mísseis balísticos.

Por que importa

Ao dizer que os EUA forçarão ambas as partes a aceitar um acordo, Trump sinalizou uma mudança de papel: Washington deixa de se apresentar como mediador neutro e adota uma postura coercitiva. A afirmação de que Putin estaria mais interessado em um acordo do que Zelensky rompe com a posição tradicional americana de tratar os dois lados como igualmente engajados. A admissão de violações "de ambos os lados" também contraria o enquadramento anterior, que destacava a Rússia como responsável pelas agressões. A continuidade dos ataques russos à infraestrutura energética ucraniana nas horas seguintes ao anúncio do cessar-fogo expõe a fragilidade da iniciativa, e o fato de Kiev ter sido informada apenas pelas redes sociais evidencia a falta de canais diplomáticos. Em meio a esse quadro, a UE sancionou quase 1.600 novos indivíduos e entidades ligados ao complexo militar-industrial russo, contrastando a firmeza europeia com a ambiguidade de Washington.

O que aconteceu

Na madrugada de 13 de outubro, antes de embarcar para Ohio a partir da Base Conjunta de Andrews, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump concedeu declarações a jornalistas sobre a guerra na Ucrânia. Trump afirmou que Washington forçará o presidente Volodymyr Zelensky e o líder russo Vladimir Putin a chegarem a um acordo para pôr fim ao conflito, acrescentando que ambos querem um acordo, mas não sabem como concretizá-lo. Segundo ele, Putin está mais interessado na negociação do que Zelensky. Trump também comentou o cessar-fogo energético que havia anunciado em 11 de outubro, após uma conversa por telefone com o líder russo — na qual também discutiram exportações de combustível diesel russo para mercados globais. Inicialmente, Trump disse não ter certeza de que houve violações e afirmou que os EUA verificariam a informação; em seguida, declarou que violações teriam ocorrido dos dois lados. Questionado sobre se o acordo havia sido formalmente aceito, respondeu: "Eles concordaram. Sabe por quê? Porque eu disse: 'Vocês concordam'. É por isso." O Kremlin não confirmou publicamente a existência do acordo, e Kiev afirmou ter sido informada apenas por meio das redes sociais, sem comunicação diplomática prévia. O presidente Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a interromper ataques à infraestrutura energética russa caso a Rússia faça o mesmo. Em 12 de outubro, ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram sanções contra cerca de 1.600 novos indivíduos e entidades ligados ao complexo militar-industrial russo, com mais da metade ligados à produção de mísseis balísticos. Zelensky também qualificou como "injusto e desonesto" o acordo paralelo de Trump com Putin sobre o diesel russo.

Onde as versões divergem

Trump afirmou inicialmente que não tinha certeza se o cessar-fogo havia sido violado e que os EUA verificariam a informação; depois, declarou que houve violações dos dois lados. Trump sustenta que o acordo de cessar-fogo energético foi firmado porque ele próprio ordenou que as partes concordassem; Kiev, por sua vez, diz que não foi informada por antecipação e soube do anúncio pelas redes sociais, enquanto o Kremlin afirmou que as discussões estavam em andamento e não confirmou a existência do acordo. Trump também afirmou que tanto Putin quanto Zelensky apoiam o cessar-fogo, mas nem Moscou nem Kiev confirmaram publicamente esse entendimento. Sobre o acordo de diesel russo, Trump disse que ele foi feito não em seu interesse pessoal, mas "para o resto do mundo"; Zelensky classificou a decisão unilateral de Trump de suspender sanções à Rússia e permitir a exportação de diesel russo como "injusta e desonesta".

Contexto

Trump anunciou o cessar-fogo energético em 11 de outubro, após uma ligação telefônica com Putin, na qual também discutiram o fornecimento de diesel russo. Kiev e Moscou não confirmaram publicamente o acordo; o Kremlin disse que as discussões estavam em andamento. A Ucrânia afirmou que não foi previamente informada sobre o anúncio do cessar-fogo e soube dele pelas redes sociais, mas Zelensky declarou que a Ucrânia está disposta a suspender ataques à infraestrutura energética russa caso a Rússia faça o mesmo. Após o anúncio de Trump em 11 de outubro, os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana continuaram: a usina termoelétrica TEC-5 em Kharkiv e a vila de Pisochyn, na região de Kharkiv, foram atingidas. Em 12 de outubro, a Rússia atingiu pelo menos seis instalações energéticas ucranianas. Zelensky classificou como "injusta e desonesta" a decisão de Trump de suspender sanções e autorizar o diesel russo. Em 12 de outubro, a UE aprovou sanções contra cerca de 1.600 novos indivíduos e entidades ligados ao complexo militar-industrial russo, mais da metade ligados à produção de mísseis balísticos.