Zelenskyy se reúne com enviado dos EUA Witkoff em Oslo para discutir guerra e possíveis caminhos de paz
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, encontrou-se em Oslo na terça-feira, 20 de outubro, com o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre, o presidente finlandês Alexander Stubb e o representante americano Jared Kushner, que participou online. As conversas cobriram segurança, energia e economia no contexto da guerra da Rússia contra a Ucrânia. O secretário de Estado americano Marco Rubio classificou o encontro como positivo, e Witkoff deve levar as ideias discutidas a Vladimir Putin em São Petersburgo.
Pontos principais
- Zelenskyy e o enviado especial dos EUA Steve Witkoff se reuniram em Oslo em 20 de outubro; o encontro também reuniu o premiê norueguês Jonas Gahr Støre, o presidente finlandês Alexander Stubb e Jared Kushner (online).
- Zelenskyy descreveu o diálogo como construtivo; o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio chamou a reunião de positiva.
- Støre afirmou que as conversas conduzidas pelos EUA estavam 'de volta aos trilhos' após os eventos da semana anterior.
- Witkoff planeja viajar a São Petersburgo para apresentar as ideias discutidas ao lado russo, incluindo o presidente Vladimir Putin.
- Segundo a Axios, Kushner pediu à Ucrânia que interrompesse os ataques a refinarias russas durante as negociações.
- O analista Vadym Denysenko avaliou as chances em 10% para cessar-fogo completo, 50% para cessar-fogo parcial e 40% de colapso das conversas.
Por que importa
O encontro em Oslo sinaliza uma tentativa de retomar ou manter as negociações mediadas pelos EUA após as turbulências da semana anterior, com Witkoff levando as ideias discutidas à Rússia. A pauta — segurança, energia e economia — tocou em pontos centrais da situação de guerra da Ucrânia, em meio a relatos de pressão americana para que Kiev pare de atacar refinarias russas. A avaliação moderada do analista Vadym Denysenko — com 40% de chance de colapso das conversas — indica que o otimismo diplomático convive com riscos concretos.
O que aconteceu
Em 20 de outubro, o presidente Volodymyr Zelenskyy se reuniu em Oslo com o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre (que sediou o encontro), o presidente finlandês Alexander Stubb e o representante americano Jared Kushner, que participou online. A pauta abrangeu segurança, energia e economia no contexto da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Zelenskyy classificou o diálogo como construtivo, e o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio descreveu a reunião como positiva. Segundo Rubio, Witkock viajoa a São Petersburgo para repassar as ideias ao lado russo, incluindo o presidente Vladimir Putin. De acordo com a Axios, Kushner pediu à Ucrânia que interrompesse os ataques a refinarias de petróleo russas. O analista Vadym Denysenko estimou em 10% a probabilidade de cessar-fogo completo, 50% de cessar-fogo parcial e 40% de fracasso das negociações.
O que dizem as fontes internacionais
A cobertura internacional destaca o cenário diplomático em Oslo, a presença de líderes europeus e de representantes dos EUA, e a viagem planejada de Witkoff à Rússia para transmitir as ideias discutidas. A imprensa estrangeira também enfatiza o contexto da guerra russa e as possíveis consequências da negociação, presentingdo a caracterização feita por Washington como positiva.
Onde as versões divergem
As coberturas divergem em dois pontos principais. Primeiro, sobre o tom construtivo das conversas: Zelenskyy e Rubio descreveram o encontro de forma positiva, enquanto o analista Vadym Denysenko estimou em 40% a chance de colapso das negociações. Segundo, sobre a identidade do rei da Noruega recebido por Zelenskyy durante a visita: as fontes nomeiam Haakon VIII e Harald V, dois monarcas noruegueses diferentes.
Contexto
As conversas de Oslo foram sediadas pelo primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre e contaram também com o presidente finlandês Alexander Stubb e os representantes americanos Steve Witkoff e Jared Kushner (online). O encontro ocorreu após uma série de movimentos dos EUA — declarações sobre ataques a refinarias ucranianas, congelamento de novas sanções contra a Rússia e redução do compartilhamento de inteligência com Kiev — e na esteira do anúncio, em 9 de outubro, de um contrato para a compra de milhões de toneladas de diesel russo.