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Vice-primeiro-ministro da Ucrânia pede abertura dos clusters de adesão à UE apesar das reservas da Hungria

O vice-primeiro-ministro da Ucrânia para Integração Europeia e Euro-Atlântica, Vsevolod Chentsov, afirmou nesta quinta-feira em reunião informal de ministros europeus que a Ucrânia está progredindo nos direitos das minorias nacionais e que um projeto de lei sobre o tema será em breve apresentado ao parlamento. Chentsov disse que o tema das minorias não deve bloquear a abertura dos demais clusters de adesão e classificou a relação com Budapeste como trabalho conjunto, não como uma "disputa". A Comissão Europeia considera que a Ucrânia cumpriu todas as condições para a abertura de todos os clusters, enquanto a Hungria já expressou reservas.

Pontos principais

  • Chentsov falou na reunião informal de ministros europeus para assuntos europeus em 4 de setembro de 2026.
  • Um projeto de lei sobre minorias nacionais será em breve apresentado à Verkhovna Rada, o parlamento da Ucrânia.
  • Chentsov afirmou que o tema das minorias não está vinculado pela Ucrânia à abertura de clusters de adesão.
  • Segundo a reportagem, a Comissão Europeia considera que a Ucrânia cumpriu todas as condições para a abertura de todos os clusters.
  • Dois dos seis clusters de adesão já foram abertos: o cluster 1 e o cluster 6.
  • A Hungria já havia expressado reservas sobre a abertura rápida dos seis clusters.
  • A abertura de novos clusters exige consenso entre todos os Estados-membros da UE.

Por que importa

A declaração de Chentsov sinaliza a posição de Kyiv em um ponto de atrito central com a Hungria no processo de adesão à UE e indica um próximo passo legislativo sobre política de minorias que, segundo o governo ucraniano, implementa um plano já acordado. A fala também reflete o impulso de Kiev para abrir todos os clusters restantes de adesão ainda este ano, apesar das reservas de Budapeste, enquadrando a adesão como uma contribuição de segurança baseada na experiência de guerra do país.

O que aconteceu

O vice-primeiro-ministro da Ucrânia para Integração Europeia e Euro-Atlântica, Vsevolod Chentsov, discursou em uma reunião informal de ministros da UE para assuntos europeus em 4 de setembro de 2026. Ele declarou que o Executivo ucraniano trabalha em um projeto de lei sobre minorias nacionais que será em breve apresentado à Verkhovna Rada, o parlamento da Ucrânia, e afirmou que a Ucrânia já concordou com um plano sobre minorias que está sendo implementado sem atrasos. Chentsov sustentou que o tema das minorias não deve estar vinculado à abertura de clusters de adesão e pediu a adesão ao princípio do mérito. Ele descreveu a abertura de clusters e o plano de minorias como dois processos paralelos e defendeu a abertura oficial dos clusters como um sinal político para a sociedade e o governo ucranianos. Sobre a Hungria, Chentsov evitou a palavra "disputa" e preferiu descrever a situação como trabalho conjunto com todas as partes. Segundo a reportagem, a Comissão Europeia considera que a Ucrânia atendeu a todas as condições necessárias para a abertura oficial de todos os clusters de adesão, enquanto a Hungria já havia expressado reservas. Até o momento da reportagem, dois clusters haviam sido abertos: o cluster 1 e o cluster 6. Chentsov também afirmou que a Ucrânia precisa manter o ritmo para abrir todos os clusters este ano e argumentou que os cidadãos da UE devem considerar a contribuição de segurança do país, dado sua experiência de guerra moderna que nenhum Estado-membro possui.

O que dizem as fontes ucranianas

As duas agências ucranianas que reportaram o encontro destacaram a moldura de Chentsov de progresso, tolerância e projeto de lei iminente sobre minorias nacionais. A cobertura enfatiza a prontidão da Ucrânia para a abertura dos clusters e apresenta o tema das minorias como um plano acordado em implementação dentro do prazo, e não como uma disputa bilateral.

Onde as versões divergem

As duas agências ucranianas (Interfax-Ucrânia e Ukrinform) enquadram as preocupações da Hungria como gerenciáveis dentro de um processo em andamento e enfatizam o progresso ucraniano. Ao mesmo tempo, os fatos registrados reconhecem que a Hungria já expressou reservas sobre a rápida abertura dos seis clusters, criando uma tensão entre a linguagem de Chentsov de "não é uma disputa" e as reservas já declaradas por Budapeste.