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Zelenskyy se reúne com von der Leyen em Nova York e nega que encontro tenha sido 'tenso'

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, reuniu-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sede da ONU em Nova York, durante a 81ª Assembleia Geral da ONU. Após o encontro, von der Leyen anunciou uma nova programa antibalístico UE-Ucrânia e afirmou que €37 bilhões em apoio orçamentário continuam disponíveis neste ano. Zelenskyy negou relato da Bloomberg que descreveu a reunião como 'tensa' e a classificou como 'absolutamente positiva'.

Pontos principais

  • Zelenskyy e von der Leyen se reuniram na sede da ONU em Nova York durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2026.
  • Von der Leyen anunciou nova programa antibalístico UE-Ucrânia para ampliar rapidamente a produção.
  • Von der Leyen afirmou que €37 bilhões em apoio orçamentário da UE ainda estão disponíveis no ano-calendário corrente.
  • A Bloomberg, citando uma fonte, descreveu a reunião como 'tensa'; Zelenskyy negou e a chamou de 'absolutamente positiva'.
  • Zelenskyy pediu mais flexibilidade nos prazos legislativos, argumentando que a Verkhovna Rada não pode funcionar em ritmo de paz por causa da guerra.
  • Ucrânia manifestou indignação com o levantamento de sanções da UE a dois oligarcas russos — Alisher Usmanov e Mikhail Fridman.

Por que importa

A reunião acontece em meio à maior crise orçamentária da Ucrânia desde o início da guerra, com um déficit estimado em cerca de US$ 30 bilhões. A UE condiciona apoio financeiro adicional a reformas legislativas no parlamento ucraniano, enquanto Zelenskyy pede mais flexibilidade devido à guerra. Um novo programa antibalístico UE-Ucrânia e os €37 bilhões ainda disponíveis sinalizam continuidade do apoio europeu, apesar das tensões. O conflito público entre o relato da Bloomberg e a negação de Zelenskyy molda a percepção sobre o estado da relação UE-Ucrânia.

O que aconteceu

O presidente Volodymyr Zelenskyy encontrou-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sede da ONU em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU. Depois da reunião, von der Leyen publicou na rede X que a Europa trabalha mais do que nunca para reforçar a defesa da Ucrânia e anunciou uma nova programa antibalístico UE-Ucrânia voltado para ampliar rapidamente a produção. Ela afirmou que €37 bilhões em apoio orçamentário da UE permanecem disponíveis no ano-calendário corrente e que apoio orçamentário adicional será fornecido conforme as reformas na Verkhovna Rada avançarem.

Zelenskyy descreveu publicamente a reunião como 'absolutamente positiva', negando uma reportagem da Bloomberg — baseada em uma fonte familiarizada com a conversa — que a caracterizou como 'tensa'. Segundo Zelenskyy, as negociações foram preparadas em ligação telefônica prévia. Ele destacou que a Ucrânia precisa de cerca de US$ 30 bilhões para cobrir o déficit orçamentário agravado pelo custo crescente da guerra e afirmou que uma equipe financeira ucraniana viajará para negociar com a UE a antecipação de parte do segundo tranche, incluindo recursos para drones. Zelenskyy também pediu mais flexibilidade nos prazos das condições legislativas, já que a Verkhovna Rada não opera em ritmo normal devido à guerra e aos alertas aéreos.

Representantes da UE informaram à Ucrânia que, antes de liberar financiamento adicional, querem ver progresso na legislação contra a economia paralela, no aumento da arrecadação tributária e no alinhamento da legislação ucraniana às normas europeias. O lado ucraniano expressou preocupação com um possível aumento dos ataques russos no inverno e com a escassez de mísseis de defesa aérea. Zelenskyy manifestou indignação pelo levantamento de sanções da UE a dois oligarcas russos — Alisher Usmanov e Mikhail Fridman — como parte de um acordo para prorrogar sanções pessoais contra a Rússia, classificando o gesto como 'autodestrutivo' e 'contraproducente'. A UE teria divergido de alguns números apresentados pela Ucrânia e sugerido que financiamento adicional viesse de outros parceiros, como Canadá, Noruega e Japão.

O que dizem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas, em sua maioria, destacam a negação de Zelenskyy à caracterização de 'tensão' divulgada pela Bloomberg e dão destaque à sua descrição da reunião como 'absolutamente positiva'. Os veículos também enfatizam anúncios concretos — os €37 bilhões ainda disponíveis e a nova programa antibalístico — como sinais de continuidade do apoio europeu. Paralelamente, vários relatos dão peso às queixas ucranianas: o déficit orçamentário de cerca de US$ 30 bilhões, a indignação com o levantamento de sanções a Usmanov e Fridman, e o pedido de maior flexibilidade nos prazos legislativos em razão da guerra.

O que dizem as fontes internacionais

A única caracterização internacional disponível nas fontes fornecidas vem da reportagem da Bloomberg, citada pelas próprias publicações ucranianas. Não há na síntese uma cobertura internacional independente que permita traçar uma comparação de enquadramento além dessa referência.

Onde as versões divergem

A Bloomberg, citando uma fonte familiarizada com a conversa, descreveu a reunião entre Zelenskyy e von der Leyen como 'tensa'. Zelenskyy negou publicamente essa caracterização, classificando o encontro como 'absolutamente positiva' e 'muito positiva', e afirmou 'não sei de onde veio essa mensagem'. A fonte nomeada em outros pontos como a da Bloomberg e o pronunciamento de Zelenskyy apresentam versões conflitantes sobre o tom da reunião.

Contexto

A reunião ocorreu à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York. Em 18 de setembro, Zelenskyy disse que buscaria formas de superar o que chamou de déficit orçamentário 'cósmico'. Em 22 de setembro, o vice-primeiro-ministro da Ucrânia para Integração Europeia e Euro-Atlântica, Vsevolod Chentsov, apresentou ao Grupo de Trabalho do Conselho da UE sobre Ampliação o estado do cumprimento das obrigações da Ucrânia no processo de negociação de adesão à UE. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, também se reuniu com Zelenskyy e o exortou a continuar as reformas para liberar assistência financeira. Von der Leyen já havia afirmado que fundos não utilizados do programa europeu SAFE (Security Action for Europe) seriam direcionados ao apoio à Ucrânia.