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UE aprova maior pacote de sanções contra a Rússia desde o início da guerra; quase 1.600 novas listas

Em 12 de outubro, em Luxemburgo, os chanceleres da União Europeia aprovaram a expansão da lista de sanções contra a Rússia em quase 1.600 novas entradas voltadas ao complexo militar-industrial russo — a maior expansão desde o início da guerra em grande escala, segundo a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas. O pacote também inclui sanções a 77 pessoas ligadas às chamadas "eleições" para a Duma russa nos territórios ocupados da Ucrânia. A medida foi adotada em meio ao acordo dos EUA com Moscou sobre diesel russo, criticado por Kiev e por vários governos europeus.

Pontos principais

  • Em 12 de outubro, os chanceleres da UE aprovaram cerca de 1.600 novas listas de sanções contra a Rússia, descritas como a maior expansão desde o início da guerra.
  • Mais da metade das novas listas está ligada à cadeia de produção de mísseis balísticos.
  • O pacote inclui 743 pessoas físicas e 826 organizações acusadas de apoiar a invasão em grande escala.
  • Outros 77名单 foram sancionados por participação nas "eleições" russas para a Duma nos territórios ocupados da Ucrânia em setembro.
  • O total de sanções da UE desde o início da guerra passou de cerca de 3.000 para 4.600 entradas.
  • Embaixadores da UE já tinham acordado a lista em 7 de outubro, antes da aprovação ministerial de 12 de outubro.
  • Kaja Kallas pediu aos EUA que aderissem às sanções e adotassem uma "Lei Graham" contra a Rússia.

Por que importa

O pacote é a maior expansão isolada das sanções da UE contra a Rússia desde o início da guerra em grande escala e eleva o total acumulado de cerca de 3.000 para cerca de 4.600 listas. Ele mira diretamente o complexo militar-industrial russo e a cadeia de produção de mísseis balísticos, na tentativa de encarecer e desacelerar a fabricação de armas usadas contra a Ucrânia. Ao mesmo tempo, os chanceleres europeus enviaram um sinal de que não afrouxarão a pressão apesar do recente acordo EUA-Rússia sobre diesel, e pressionaram Washington a alinhar-se às sanções do bloco.

O que aconteceu

Em 12 de outubro de 2026, na reunião do Conselho de Assuntos Exteriores da UE em Luxemburgo, os chanceleres europeus aprovaram formalmente a expansão da lista de sanções contra a Rússia em quase 1.600 novas entradas. Embaixadores da UE já tinham acordado o conteúdo em 7 de outubro. O pacote tem como alvo o complexo militar-industrial russo, com mais da metade das listas ligadas à cadeia de produção de mísseis balísticos, e inclui 743 pessoas físicas e 826 organizações acusadas de apoiar a invasão em grande escala da Ucrânia. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, descreveu o pacote como a maior expansão desde o início da guerra e disse que as medidas visam tornar a produção de armas na Rússia "significativamente mais difícil, mais lenta e mais cara". Kallas também pediu aos Estados Unidos que aderissem às sanções e adotassem uma "Lei Graham" contra a Rússia, e afirmou que o Reino Unido já se juntou às sanções. Paralelamente, o Conselho acrescentou 77 pessoas à lista por seu papel nas chamadas "eleições" para a Duma realizadas em setembro nos territórios ocupados da Ucrânia — 74 candidatos nas autoproclamadas "Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk", nas regiões de Zaporíjia e Kherson e na "República da Crimeia e cidade de Sevastopol", além de três membros da Comissão Eleitoral Central da Federação Russa. Eles passam a enfrentar proibição de entrada e trânsito na UE, congelamento de ativos e proibição de receber fundos ou recursos econômicos de cidadãos e empresas do bloco.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura fornecida é inteiramente de fontes ucranianas, que enquadram o pacote como pressão direta sobre a capacidade da Rússia de financiar e armar sua guerra contra a Ucrânia, com destaque especial para as listas relacionadas a mísseis balísticos e drones usados contra civis ucranianos. Veículos como Ukrinform, Ukrainska Pravda, Yevropeiska Pravda, Forbes Ucrânia e Rádio Svoboda destacaram tanto o volume sem precedentes das sanções quanto a sanção paralela a 77 pessoas envolvidas nas "eleições" russas para a Duma nos territórios ocupados, apresentada como violação da soberania ucraniana e do direito internacional, incluindo a Carta da ONU. A imprensa também sublinhou o contraste entre a continuidade da pressão europeia e o recente acordo EUA-Rússia sobre diesel — criticamente recebido após o telefonema entre Donald Trump e Vladimir Putin de 9 de outubro.

Contexto

O pacote de 12 de outubro é o 22º pacote de sanções da UE contra a Rússia. Em 7 de outubro, os embaixadores do bloco já tinham acordado a lista, incluindo 743 indivíduos e 826 organizações. O pacote anterior, o 21º, adotado em julho, foi o maior dos quatro anos anteriores, com 48 pessoas e 170 empresas acrescentadas. Em 22 de setembro, o Conselho da UE prorrogou por 36 meses — até 22 de setembro de 2029 — as sanções contra pessoas que ameaçam a integridade territorial e a soberania da Ucrânia, mas, na mesma decisão, removeu da lista os empresários russos Mikhail Fridman e Alisher Usmanov. Em 9 de outubro, após telefonema com Vladimir Putin, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo sobre o fornecimento de milhões de toneladas de diesel russo aos mercados americano e mundial, acompanhado de licença geral do Tesouro americano autorizando transações relacionadas até 7 de abril de 2027; o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o alívio das sanções como sinal de fraqueza e "presente" a Putin. O Conselho de 12 de outubro também discutiu possíveis restrições à circulação de diplomatas russos entre Estados-membros da UE — incluindo eventual proibição total de viagens fora do país de acreditação — e o trabalho em curso sobre restrições de visto para quem lutou na Ucrânia ao lado da Rússia, mecanismo previsto no 21º pacote, mas ainda não em vigor.