NABU e SAP realizam buscas no Banco Nacional da Ucrânia, incluindo no escritório do governador Andriy Pyshny
Em 21 de outubro, detetives do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e promotores da Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAP) realizaram buscas no edifício do Banco Nacional da Ucrânia, incluindo no escritório do governador Andriy Pyshny, e na residência de um funcionário do banco. O NABU confirmou publicamente as ações investigativas, afirmou que ninguém foi detido nem notificado de suspeita e que detalhes adicionais não seriam divulgados para preservar o sigilo da investigação. O Banco Nacional confirmou que as operações continuam em modo normal.
Pontos principais
- Em 21 de outubro, NABU e SAP realizaram buscas no edifício do Banco Nacional da Ucrânia e na residência de um funcionário do banco.
- O deputado Yaroslav Zheleznyak confirmou que ações investigativas ocorriam no escritório do governador do Banco Nacional, Andriy Pyshny.
- O NABU afirmou que as ações foram autorizadas e realizadas conforme a legislação vigente, e que ninguém foi detido ou notificado de suspeita.
- O Banco Nacional da Ucrânia confirmou as buscas em comunicado e informou que continua operando normalmente.
- O NABU não divulgou publicamente o nome do funcionário cuja residência foi alvo de busca nem qual caso motivou a operação.
- Zheleznyak afirmou, segundo suas fontes, que as buscas ocorriam em outros endereços além do local de trabalho de Pyshny.
- O mesmo parlamentar vinculou as buscas às investigações em torno do Sense Bank e da Karpatnaftokhim; o NABU não confirmou esse vínculo.
Por que importa
Buscas anticorrupção no banco central de um país em guerra são um passo sem precedentes, atingindo o topo da autoridade monetária da Ucrânia. O fato de envolverem o escritório do governador em exercício sinaliza uma investigação de alto nível. Ao mesmo tempo, as autoridades ressaltaram que o banco segue operando normalmente, buscando preservar a confiança na estabilidade financeira e na governança durante o conflito. Parlamentares divulgaram publicamente a ação contra um governador em exercício antes da confirmação oficial do NABU, levantando questões sobre vazamentos em investigações sensíveis. A conexão sugerida por deputados com casos em curso envolvendo o Sense Bank e a Karpatnaftokhim aponta para uma linha de apuração mais ampla sobre influência no setor bancário.
O que aconteceu
Na quarta-feira, 21 de outubro, detetives do NABU, sob direção processual da SAP, realizaram buscas no edifício do Banco Nacional da Ucrânia. O NABU confirmou publicamente que as ações ocorriam nas dependências do banco e na residência de um funcionário, sem divulgar o nome do envolvido nem o caso subjacente. O Banco Nacional emitiu comunicado confirmando as buscas e afirmou que forneceria explicações adicionais após a conclusão das ações processuais, ressaltando que a instituição continuava operando em modo normal. O NABU declarou que ninguém havia sido detido nem notificado de suspeita, que as ações eram autorizadas e conduzidas conforme a legislação, e que detalhes adicionais não seriam divulgados para preservar o sigilo da investigação pré-judicial. O deputado Yaroslav Zheleznyak confirmou que ações investigativas ocorriam no escritório do governador Andriy Pyshny; o NABU, porém, não confirmou oficialmente que o governador era o alvo. Zheleznyak afirmou ainda que, segundo suas fontes, as buscas ocorriam em outros endereços além do local de trabalho de Pyshny e vinculou a operação a processos relativos à Karpatnaftokhim e ao Sense Bank.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana foi conduzida por parlamentares — Yaroslav Zheleznyak e Oleksiy Honcharenko — e pelo jornalista da Ukrainska Pravda Mykhailo Tkach, que primeiro noticiou as buscas citando fontes em círculos políticos. Os veículos ucranianos destacaram o peso político-institucional de uma ação anticorrupção contra o governador do banco central em tempos de guerra e enfatizaram o contexto mais amplo das investigações do NABU e da SAP, incluindo a ligação sugerida com os casos do Sense Bank e da Karpatnaftokhim e operações anteriores do NABU como "Forest Gump" e "Midas". O próprio Banco Nacional foi citado diretamente confirmando as buscas e reforçando a mensagem de continuidade normal das operações, oferecendo uma resposta institucional vinda do lado ucraniano.
O que dizem as fontes internacionais
A cobertura internacional disponível, limitada a agências de notícias em inglês, resumiu o evento de forma factual, sem o enquadramento político-institucional presente na imprensa ucraniana. Os relatos estrangeiros não destacaram o contexto mais amplo dos casos do NABU e da SAP — como o Sense Bank e a Karpatnaftokhim — nem o pano de fundo político em torno do governador do banco central.
Onde as versões divergem
Houve divergência sobre se o NABU e a SAP confirmaram oficialmente que as buscas tinham como alvo Pyshny pessoalmente: reportagens iniciais e o comunicado posterior do próprio NABU descreveram as ações como ocorrendo nas dependências do banco e na residência de um funcionário, sem nomear publicamente o governador. Também houve divergência sobre se o caso subjacente foi divulgado: parlamentares citaram os processos relativos à Karpatnaftokhim e ao Sense Bank e mencionaram Vasyl Veselyy como figura central em ambos, enquanto o NABU afirmou que o caso não seria revelado para preservar o sigilo da investigação. Por fim, fontes divergiram sobre se as buscas se estenderiam além do local de trabalho de Pyshny: um único parlamentar afirmou que sim, enquanto a linha oficial do NABU confirmou apenas o edifício do Banco Nacional e a residência de um funcionário.
Contexto
O NABU e a SAP são os principais órgãos de investigação anticorrupção da Ucrânia; suas ações exigem autorização judicial e são conduzidas sob direção processual de promotores da SAP. Andriy Pyshny chefia o Banco Nacional da Ucrânia, o banco central do país, responsável pela política monetária. Em agosto, a Bloomberg noticiou que o presidente Zelensky estaria insatisfeito com a política monetária restritiva do banco central sob Pyshny. O ex-presidente do conselho fiscal do Sense Bank, Shevki Adzhuner, afirmou que Pyshny recomendou Vasyl Veselyy para o conselho; Pyshny nega essa recomendação, embora reconheça conhecer Veselyy. Reportagens de contexto vinculam as buscas à linha de investigação do NABU e da SAP conhecida como "Midas" e "Forest Gump" em torno do Sense Bank.