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Ex-assessora da Presidência da Ucrânia, Iryna Mudra, deixa prisão preventiva após pagamento de fiança de 20 milhões de hryvnias

A ex-vice-chefe do Escritório do Presidente da Ucrânia, Iryna Mudra, teve a fiança integral de 20 milhões de hryvnias depositada e foi solta da prisão preventiva. Ela é suspeita no caso "Forest Gump", uma investigação da NABU e da SAP sobre lavagem de 150 milhões de hryvnias obtidos de forma criminosa, supostamente usados para pagar a fiança de um suspeito no caso "Midas".

Pontos principais

  • Fiança integral de 20 milhões de hryvnias foi depositada por Iryna Mudra, ex-vice-chefe do Escritório do Presidente.
  • Em 25 de agosto, o Tribunal Superior Anticorrupção (VAKS) determinou prisão preventiva de 60 dias com alternativa de fiança de 20 milhões; promotoria havia pedido 150 milhões.
  • Em 28 de setembro, o VAKS negou pedido da defesa para reduzir a fiança para 12,5 milhões.
  • Mudra é suspeita no caso "Forest Gump", em que a NABU apura lavagem de 150 milhões de hryvnias via empresas de fachada; o grupo teria obtido controle de facto do Sense Bank em junho.
  • Em 19 de agosto, o presidente Volodymyr Zelensky destituiu Mudra do cargo, no mesmo dia em que NABU e SAP realizaram buscas em sua residência e na do deputado Vadym Stolar.
  • Entre os que contribuíram para a fiança estão a própria Mudra (cerca de 5,9 milhões), o parceiro Pavlo Polyarush (4,4 milhões), além de empresas e indivíduos com vínculos variados, segundo o projeto investigativo Skhemy.
  • Casos relacionados envolvem o ex-deputado Maksym Mykytas (fiança de 30 milhões) e o deputado Vadym Stolar (fiança de 300 milhões).

Por que importa

A soltura de uma ex-alta assessora da Presidência mediante pagamento de fiança em um caso anticorrupção de grande repercussão evidencia o peso institucional da investigação conduzida pela NABU e pela SAP. O valor fixado de 20 milhões de hryvnias e a recusa do tribunal em reduzi-lo sinalizam que os juízes consideram graves as suspeitas. O caso conecta o Escritório do Presidente, parlamentares, ex-funcionários e um banco estatal, o que amplia as implicações sistêmicas e o escrutínio sobre a rede de relacionamentos de Mudra.

O que aconteceu

A fiança integral de 20 milhões de hryvnias foi depositada pela ex-vice-chefe do Escritório do Presidente da Ucrânia, Iryna Mudra, permitindo sua soltura da prisão preventiva. Em 25 de agosto, o Tribunal Superior Anticorrupção (VAKS) havia determinado sua detenção por 60 dias, com alternativa de pagamento de fiança de 20 milhões — valor inferior aos 150 milhões solicitados pela acusação. Em 28 de setembro, o VAKS rejeitou o pedido da defesa para reduzir o valor para 12,5 milhões.

Mudra está envolvida no caso "Forest Gump", em que a NABU e a SAP investigam a lavagem de 150 milhões de hryvnias por meio de empresas de fachada, com recursos supostamente usados para pagar a fiança de um suspeito no caso "Midas". Investigadores afirmam que o grupo obteve controlo de facto do Sense Bank no início de junho. Em 19 de agosto, no mesmo dia em que NABU e SAP realizaram buscas em sua residência, o presidente Volodymyr Zelensky a destituiu do cargo.

Reportagem do projeto investigativo Skhemy (Radio Svoboda) identificou diversos contribuintes para a fiança: a própria Mudra (cerca de 5,9 milhões de hryvnias), seu companheiro Pavlo Polyarush (4,4 milhões), a cantora de Odessa Mariia Skaballanovych (2,4 milhões), a empresa de Lutsk Malteks-M (990 mil) e outros indivíduos, alguns com vínculos nebulosos com a suspeita. A defesa relatou dificuldades para levantar o valor porque bancos se recusaram a processar os pagamentos.

O que dizem as fontes ucranianas

Todas as fontes da reportagem são ucranianas e convergem no fato central: a fiança integral de 20 milhões de hryvnias foi paga e confirmada pelo Tribunal Superior Anticorrupção. A cobertura ucraniana trata o pagamento como desfecho processual de uma operação anticorrupção de grande visibilidade e destaca a NABU e a SAP como órgãos investigadores principais. Projetos investigativos como Skhemy foram além e identificaram contribuintes específicos para a fiança, reforçando a transparência sobre quem ajudou a recolher o dinheiro. As matérias também enfatizam a recusa do tribunal em reduzir a fiança e os obstáculos bancários enfrentados pela defesa.

Onde as versões divergem

Há divergências menores sobre como e quando a informação sobre o depósito integral foi divulgada: algumas reportagens, como da Ukrainska Pravda e do projeto Skhemy, atribuíram a confirmação a fontes em órgãos de aplicação da lei no início de outubro; outras, como Interfax-Ukraine, NV e ZN.UA, registraram que foi a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Anticorrupção que confirmou o pagamento integral em 8 de outubro. A identificação detalhada dos depositantes provém sobretudo de vazamentos de fontes policiais e do trabalho do projeto Skhemy, e não de comunicado oficial do tribunal.

Contexto

Iryna Mudra atuou como vice-chefe do Escritório do Presidente antes de ser destituída em 19 de agosto — mesmo dia em que a NABU e a SAP a investigaram, junto com o deputado Vadym Stolar, em operação da "Forest Gump". Em 25 de agosto, o Tribunal Superior Anticorrupção a colocou em prisão preventiva por 60 dias, com alternativa de fiança de 20 milhões de hryvnias, enquanto a promotoria pedia 150 milhões. O caso "Forest Gump" trata da suposta lavagem de 150 milhões de hryvnias via empresas de fachada e de um banco que teria sido colocado sob controlo de facto pelo grupo, com os recursos supostamente usados para cobrir fiança em outro processo. Em 28 de setembro, o tribunal recusou reduzir a fiança para 12,5 milhões. Em 20 de agosto, foi divulgada a operação "Themida", caso correlato sobre invasões de propriedades em Kiev com uso de hackers e falsificação de documentos. Cofigurantes também receberam medidas cautelares: Maksym Mykytas (fiança de 30 milhões em 21 de agosto) e Vadym Stolar (fiança de 300 milhões em 11 de setembro).