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Caso "Cidade Limpa" vai a julgamento na Ucrânia: ex-deputado de Kiev é acusado de esquema de grilagem de terras

A NABU e a SAP enviaram ao tribunal o caso "Cidade Limpa", que acusa o empresário e ex-deputado do Conselho Municipal de Kiev Denys Komarnytsky e outras nove pessoas de organizar um esquema para apropriar-se ilegalmente de terras em Kiev avaliadas em mais de 70 milhões de hryvnias entre 2023 e 2024. A investigação aponta Komarnytsky como organizador do grupo, que usava o chamado "esquema do banheiro" para obter terras sem licitação. Três pessoas foram condenadas e nove seguem como acusadas, enquanto o suposto organizador estaria na Áustria.

Pontos principais

  • NABU e SAP encaminharam o caso "Cidade Limpa" ao tribunal, sob acusação de grilagem ilegal de terras em Kiev.
  • O empresário Denys Komarnytsky, ex-deputado do Conselho Municipal de Kiev, é considerado pela investigação o organizador do esquema.
  • Além de Komarnytsky, outras nove pessoas integravam o grupo criminoso.
  • Entre 2023 e 2024, o grupo planejava se apropriar de terras da comunidade territorial de Kiev avaliadas em mais de 70 milhões de UAH.
  • O esquema apelidado de "toilet scheme" consistia em registrar construções primitivas nos terrenos para obtê-los fora de processos competitivos, sob pretexto de servir a essas construções.
  • Atualmente, o caso tem nove réus e três pessoas já condenadas.
  • As primeiras buscas ocorreram no início de fevereiro de 2025 na residência de Komarnytsky; o التحقيق foi concluído em janeiro de 2026.
  • Komarnytsky estaria na Áustria, embora não tenha cruzado oficialmente a fronteira da Ucrânia, segundo a investigação.

Por que importa

O caso aponta para corrupção sistêmica no coração do governo municipal de Kiev, envolvendo influência sobre autoridades da KMDA, deputados do Conselho Municipal e alocações orçamentárias. Mira um ex-eleito acusado de exercer controle de fato sobre decisões municipais de terras na capital, com três condenações obtidas e o suposto organizador fora do país. Terras no valor de mais de 70 milhões de hryvnias estavam em jogo, dimensão que evidencia o peso financeiro da corrupção municipal denunciada.

O que aconteceu

A NABU (Agência Nacional Anticorrupção) e a SAP (Procuradoria Especial Anticorrupção) enviaram ao tribunal o chamado caso "Cidade Limpa", relativo à suposta apropriação ilegal de terras em Kiev. A investigação acusa o empresário e ex-deputado do Conselho Municipal de Kiev Denys Komarnytsky, considerado o organizador do esquema, e outras nove pessoas. Entre 2023 e 2024, o grupo teria planejado se apropriar de terras da comunidade territorial de Kiev avaliadas em mais de 70 milhões de hryvnias. O método descrito como "toilet scheme" consistia em registrar construções primitivas em terrenos comercialmente atrativos para, em seguida, solicitar à administração municipal o direito de uso das terras sob o pretexto de servir a essas estruturas, contornando licitações. A investigação sustenta que Komarnytsky controlava os procedimentos de decisão das autoridades de Kiev sobre a concessão de direitos de uso da terra, e que ele exercia influência relevante sobre processos no Conselho Municipal e na KMDA — incluindo nomeações, demissões e destinação de verbas públicas. As primeiras buscas do caso foram realizadas no início de fevereiro de 2025 na residência de Komarnytsky; o التحقيق foi concluído em janeiro de 2026 antes do envio ao tribunal. Atualmente, o processo tem nove réus e três pessoas já condenadas. Segundo a investigação, Komarnytsky estaria na Áustria, embora não conste registro oficial de saída da Ucrânia.

Contexto

A NABU e a SAP fizeram as primeiras buscas do caso no início de fevereiro de 2025, na residência do ex-deputado do Conselho Municipal de Kiev e empresário Denys Komarnytsky. O investigação foi concluído em janeiro de 2026, antes do envio ao tribunal. O método descrito, apelidado de "toilet scheme", consistia em registrar a propriedade de construções pequenas ou primitivas em terrenos comercialmente atrativos e, depois, pedir ao conselho municipal o direito de posse da terra para supostamente servir a essas construções, contornando assim os procedimentos de licitação. Segundo os investigadores, Komarnytsky acabou na Áustria sem que haja registro oficial de sua saída da Ucrânia.