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Aliados de Trump culpam Zelensky por alta de combustível antes das eleições nos EUA

Figuras do universo MAGA estão acusando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de atacar refinarias russas para prejudicar Donald Trump e ajudar os democratas nas eleições legislativas de 3 de novembro. A narrativa é ampliada por comentaristas da Fox News, ativistas e senadores republicanos, enquanto democratas e até uma congressista republicana preparam um projeto bipartidário para impedir Trump de suspender sanções ao petróleo russo.

Pontos principais

  • Eleições legislativas nos EUA estão marcadas para 3 de novembro de 2026.
  • Apresentadora da Fox News Rachel Campos-Duffy disse que "Zelensky ingrato segue bombardeando refinarias e piora a situação do presidente antes das eleições legislativas".
  • Ativista Jack Posobiec pediu corte imediato do compartilhamento de inteligência com a Ucrânia e de qualquer financiamento a Kiev.
  • Senador republicano de Utah Mike Lee afirmou que Zelensky está "se esforçando ao máximo" para ajudar os democratas.
  • Rússia deve fornecer 300 mil toneladas de diesel aos EUA em outubro; especialistas ouvidos pela matéria dizem que o volume cobriria apenas cerca de um dia de demanda norte-americana.
  • Congressista republicano Brian Fitzpatrick anunciou projeto bipartidário para impedir Trump de suspender sanções ao petróleo russo, com apoio do colega Don Bacon.
  • Senador democrata Chris Murphy afirmou que Washington está efetivamente ajudando a financiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Por que importa

A narrativa liga diretamente a estratégia militar ucraniana à política interna norte-americana, aumentando a pressão sobre o apoio dos EUA a Kiev semanas antes das eleições legislativas. Figuras de grande alcance pedem o fim do compartilhamento de inteligência e do financiamento à Ucrânia, o que pode afetar a assistência militar. Ao mesmo tempo, cresce uma reação bipartidária no Congresso para impedir que Trump suspenda sanções ao petróleo russo, mostrando que o debate atravessa linhas partidárias.

O que aconteceu

Comentadores e políticos alinhados ao MAGA estão divulgando nos Estados Unidos a tese de que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deliberadamente continua atacando refinarias russas para prejudicar o presidente Donald Trump e favorecer os democratas nas eleições legislativas de 3 de novembro. A apresentadora da Fox News Rachel Campos-Duffy disse que o "Zelensky ingrato segue bombardeando refinarias e piora a situação do presidente antes das eleições". O ativista Jack Posobiec, com milhões de seguidores, acusou Zelensky de tentar prejudicar Trump e pediu o fim imediato do compartilhamento de inteligência e de qualquer financiamento a Kiev. O senador republicano de Utah Mike Lee afirmou que Zelensky está "se esforçando ao máximo" para ajudar os democratas em novembro. O jornalista Ostap Yarysh, da Ucrânia em publicação, relatou a narrativa em sua página no Facebook. Zelensky classificou os acordos de Trump com a Rússia sobre diesel como um sinal ao Kremlin de que pode "simplesmente continuar atacando" a Ucrânia. Em resposta, Trump disse que Zelensky poderia ter encerrado a guerra há muito tempo, mas "decidiu não fazer isso", e sugeriu que a Ucrânia "encontre um novo líder" capaz de fechar um acordo.

O que dizem as fontes ucranianas

As três fontes consultadas são veículos de mídia em língua ucraniana que cobrem a dinâmica política interna dos EUA a partir de Kiev. A cobertura destaca o perigo que a narrativa do MAGA representa para o apoio norte-americano à Ucrânia e a trata como distorção politicamente motivada, e não como debate substantivo. As matérias amplificam vozes contrárias — o projeto bipartidário de sanções, declarações de senadores democratas e o posicionamento inesperado da ativista Laura Loomer em favor de Kiev após sua visita de verão — como evidência de que a tese antiucraniana é contestada dentro dos próprios EUA.

Onde as versões divergem

Algumas vozes nos EUA atribuem a alta dos combustíveis nos EUA aos ataques ucranianos contra refinarias russas. Um especialista ouvido pela reportagem afirma que o diesel russo prometido para outubro cobriria apenas cerca de um dia da demanda norte-americana, e outro autor citado argumenta que os principais choques no mercado mundial de petróleo vêm do Oriente Médio, e não dos ataques às refinarias.

Contexto

As eleições legislativas nos EUA estão marcadas para 3 de novembro, e os republicanos temem perder a maioria no Congresso. A Rússia deve entregar 300 mil toneladas de diesel aos EUA em outubro, volume que cobriria aproximadamente um dia de demanda norte-americana, segundo especialista citado. Um dos principais fatores de pressão sobre os republicanos antes do voto é a alta acentuada dos combustíveis nos EUA. O principal autor citado lembra que os grandes choques do mercado mundial de petróleo vêm do Oriente Médio, não dos ataques ucranianos. A ativista de extrema direita Laura Loomer, considerada próxima de Trump, visitou a Ucrânia no verão e, diferentemente de outras figuras do MAGA, saiu em defesa de Kiev.