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Trump fecha acordo de diesel com Putin e pressiona Ucrânia a escolher novo líder

Em 9 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para o fornecimento de diesel russo aos mercados americano e global. A medida foi seguida, em 11 de outubro, por um cessar-fogo energético limitado a ataques contra refinarias, e pela pressão pública dos EUA sobre a Ucrânia para que cesse os ataques a instalações petrolíferas russas e escolha um novo líder. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni classificou o acordo como uma decisão “muito arriscada”, enquanto um grupo bipartidário de 12 senadores americanos pediu seu cancelamento.

Pontos principais

  • Trump e Putin chegaram a um acordo em 9 de outubro para fornecimento de mais de 300 mil toneladas de diesel russo aos mercados americano e global, com volumes adicionais previstos
  • Em 11 de outubro, Trump anunciou um cessar-fogo energético que abrange apenas ataques a refinarias em ambos os países
  • O Tesouro dos EUA emitiu a licença geral nº 135 permitindo importação de diesel de origem russa, válida até abril de 2027 segundo reportagens
  • Trump pediu publicamente que a Ucrânia escolha um novo líder e pressiona Kiev a interromper ataques a instalações petrolíferas russas
  • A Ucrânia afirmou que suspenderia ataques a refinarias se a Rússia parasse de atacar a infraestrutura energética ucraniana antes do inverno; a Rússia continuou os ataques após o anúncio
  • O Kremlin confirmou que Putin não negociará com a Ucrânia no momento, citando irritação com ataques durante as eleições para a Duma
  • A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni classificou o acordo como "muito arriscado" e afirmou que o aumento dos preços do combustível decorre principalmente da guerra contra o Irã, não do conflito na Ucrânia

Por que importa

O acordo afrouxa as sanções sobre vendas russas de energia, oferecendo novas receitas a um Estado em guerra com a Ucrânia e minando anos de pressão ocidental. Trump pressiona abertamente a liderança ucraniana enquanto anuncia entendimentos com Moscou, sinalizando uma mudança acentuada na postura americana de guerra em relação a Kiev. Analistas de distintas regiões concordam que os volumes anunciados são pequenos demais para alterar materialmente os preços de combustível nos EUA, sugerindo motivações políticas ligadas às eleições de meio de mandato de 3 de novembro. Um bloco bipartidário de senadores americanos exigiu o cancelamento do acordo, abrindo uma frente doméstica de confronto sobre a política, e Kiev relata não ter sido consultada, enquanto a Rússia continuou atacando a Ucrânia após o anúncio, minando a credibilidade de qualquer cessar-fogo.

O que aconteceu

Em 9 de outubro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para o fornecimento de mais de 300 mil toneladas de diesel russo aos mercados americano e global, com 500 mil toneladas adicionais previstas para novembro e volumes posteriores totalizando 1 milhão de toneladas em curto período, além de 3 milhões de toneladas adicionais condicionadas ao estado do setor de refino russo. O acordo foi alcançado por telefone, e o Departamento do Tesouro emitiu a licença geral nº 135 permitindo a venda, entrega, descarregamento e importação de diesel de origem russa — segundo reportagens, válida até 7 de abril de 2027. Em 11 de outubro, Trump anunciou um “cessar-fogo energético” limitado à suspensão de ataques contra refinarias em ambos os países. Trump também pressionou publicamente a Ucrânia a escolher um novo líder e a cessar os ataques a instalações petrolíferas russas. Minutos após o anúncio, o Kremlin confirmou que Putin não negociará com a Ucrânia no momento, citando irritação com os ataques durante as eleições para a Duma. A Rússia continuou atacando a Ucrânia após o anúncio, e na noite de 14 de outubro lançou 39 mísseis balísticos e 128 drones, com ataques principais contra Kiev, a região de Kiev e a região de Kharkiv. A Ucrânia declarou que suspenderia os ataques a refinarias se a Rússia parasse de atacar a infraestrutura energética ucraniana antes do inverno. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni qualificou o acordo como uma decisão “muito arriscada” e chamou os 27 países da UE a designarem um representante autorizado para negociar em nome da Europa. Um grupo bipartidário de 12 senadores americanos enviou carta a Trump exigindo o cancelamento do acordo, e outro grupo de sete senadores afirmou que a decisão contradiz legislação americana de 2022 que proibiu a importação de energia russa.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas destacam a dimensão diplomática: o pedido público de Trump para que a Ucrânia escolha um novo líder, a pressão contínua dos EUA sobre Kiev para cessar ataques a instalações petrolíferas russas e a exclusão de Kiev do anúncio. Enfatizam os ataques russos contínuos e intensificados contra a infraestrutura energética e hidráulica ucraniana antes do inverno, bem como a recusa russa em paralelo a negociar. Ressaltam riscos para a Ucrânia: a renovação das receitas energéticas russas, a erosão da coesão ocidental sobre sanções e a possível suspensão do compartilhamento de inteligência e de mecanismos de fornecimento de armas. Citam o alerta de Meloni de que o resultado é duvidoso e os riscos óbvios, e informam sobre a inclusão prevista de um parágrafo de pesar pelo acordo nas conclusões da cúpula da UE. Sublinham avaliações de especialistas de que Trump superestima o impacto do acordo sobre os preços de combustível nos EUA.

O que dizem as fontes internacionais

Fontes da imprensa chinesa enquadram o acordo principalmente pela ótica da política interna americana, vinculando-o às eleições de meio de mandato de 3 de novembro e apresentando-o como manobra emergencial que pode ser revisitada depois. Analistas chineses citados argumentam que os volumes anunciados são pequenos demais para alterar os preços nos EUA e que qualquer alívio de sanções poderia ser usado por Moscou como porta de entrada para um desmantelamento mais amplo das sanções. Reportagens destacam contradições na política americana: tarifas secundárias sobre países terceiros importadores de energia russa coexistindo com compras diretas dos EUA de diesel russo. As declarações da primeira-ministra italiana Meloni são amplamente citadas para subrayar os riscos do acordo e para defender a indicação de um negociador autorizado da UE sobre a guerra.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre a duração da licença do Tesouro permitindo importações de diesel russo: reportagens em ucraniano enquadram a janela como de aproximadamente seis meses (até 7 de abril do ano seguinte), enquanto reportagens em inglês indicam 7 de abril de 2027. As reportagens também divergem sobre a amplitude do conteúdo de sanções do acordo: fontes ocidentais citadas pela imprensa chinesa o descrevem como incluindo uma suspensão de seis meses das sanções à exportação de energia russa permitindo vendas a preços de mercado, enquanto outras reportagens o enquadram como uma licença mais restrita do Tesouro apenas para diesel, sem texto regulatório especificando âmbito, condições ou beneficiários. Autoridades ucranianas descrevem o acordo como uma traição que mina a campanha ocidental para cortar o financiamento da guerra russa, enquanto diversas fontes da imprensa chinesa e especialistas russos citados o enquadram como gesto principalmente geopolítico com efeito econômico em grande parte simbólico.

Contexto

Em 2022, o Congresso dos EUA proibiu a importação de recursos energéticos russos para impedir que fundos americanos financiassem a guerra da Rússia contra a Ucrânia. A única refinaria-chave da Ucrânia foi efetivamente tirada de operação por ataques russos em 2022. Os preços mundiais do petróleo no início deste ano caíram para cerca de US$ 60 por barril e depois subiram para mais de US$ 100 por barril após Trump e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã. Trump e Putin se reuniram no Alasca em 15 de agosto de 2025. Em 18 de setembro, Trump assinou a Lei Graham permitindo tarifas secundárias de até 100% sobre países que importam energia russa. As receitas fiscais russas de petróleo e gás nos três primeiros trimestres do ano caíram 17% em relação ao ano anterior, atribuídas em parte aos ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa.